
Revés força Governo Trump a ponderar alternativas
Foto: Mandel Ngan / AFP
Líder da Casa Branca anunciara inicialmente tributação de 10% sobre importações depois de derrota no Supremo Tribunal.
Um dia após seis dos nove juízes do Supremo Tribunal dos EUA decidirem que as tarifas de emergência de Donald Trump contra quase todos os parceiros comerciais eram ilegais, o presidente norte-americano quer testar novamente o limite dos seus poderes e anunciou este sábado uma taxa aduaneira global de 15%. A medida surge após o chefe de Estado ter dito, logo após o revés judicial, que imporia uma tributação de 10% que não necessita da aprovação do Congresso.
"Eu, como presidente dos Estados Unidos da América, vou, com efeito imediato, elevar a tarifa global de 10% sobre os países, muitos dos quais têm vindo a explorar os EUA há décadas, sem retaliações (até à minha chegada!), para o nível totalmente permitido e legalmente testado de 15%", escreveu na rede Truth Social. "Nos próximos meses, a Administração Trump irá determinar e emitir as novas tarifas legalmente permitidas", acrescentou.
A manobra da taxa de 15% tem, todavia, um prazo de 150 dias, a menos que haja uma extensão por meio do Congresso.
O Supremo considerou ilegal, na sexta-feira, que o chefe de Estado invoque unilateralmente uma lei de 1977 para declarar uma emergência económica. O mecanismo foi usado para justificar a imposição de taxas, em fevereiro de 2025, contra o Canadá, a China e o México. Posteriormente, no "Dia da Libertação", em abril, Trump anunciou tarifas sobre os produtos de dezenas de parceiros comerciais. A decisão do tribunal não abrange a tributação sobre setores específicos, como o automóvel, o do aço e o do alumínio.
Posição comum europeia
O chanceler alemão, que visitará Washington nos próximos dias, afirmou que se vai reunir com os aliados europeus devido à mudança nos EUA. "Teremos uma posição europeia muito clara sobre isto, porque a política aduaneira é uma questão da União Europeia, e não de cada Estado-membro individualmente", declarou Friedrich Merz à estação ARD.

