
Foto: Maria João Gala/Arquivo
As autoridades sanitárias francesas registaram uma terceira morte de bebés que consumiram leite infantil retirado do mercado por suspeitas de contaminação, anunciou o Ministério da Saúde, esta quarta-feira, mas acrescentou que até ao momento não foi comprovada uma relação direta.
"Até hoje, nenhum caráter de imputabilidade foi estabelecido cientificamente" e "estão em curso investigações judiciais sobre estas acusações", acrescentou.
Também foram registradas 14 hospitalizações de bebés que consumiram ou são suspeitos de terem consumido o leite em causa.
O caso das fórmulas infantis em vários países começou em meados de dezembro. Após uma primeira retirada pela Nestlé de dezenas de lotes de leites infantis em cerca de 60 países devido à presença potencial da toxina cereulida, foram realizadas retiradas semelhantes no Mundo por indústrias como a Danone e Lactalis, e também por marcas pequenas.
Tanto a Nestlé como a líder mundial do setor lácteo, a francesa Lactalis, retiraram lotes de leites infantis em vários países, entre eles Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, México, Paraguai, Peru e Uruguai.
As autoridades europeias reduziram, no início de fevereiro, os limites tolerados da toxina cereulida, provocando assim uma nova onda de retiradas, pois a toxina pode causar vómitos por vezes perigosos em lactentes.
A ONG Foodwatch e várias famílias tentaram uma ação judicial contra o Estado e os fabricantes, acusados de terem demorado muito para retirar os produtos e a informar o público sobre o assunto.
França é o único país europeu que registou mortes após o consumo comprovado dos leites envolvidos. Outros países relataram várias hospitalizações, como cerca de 30 no Reino Unido, mas ainda sem relação de causa e efeito estabelecida.
