Três mulheres suspeitas de cumplicidade em tráfico humano para exploração sexual com Al-Fayed

Mohamed Al-Fayed
Foto: Shaun Curry/AFP
Três mulheres foram interrogadas no âmbito da investigação sobre o antigo proprietário da loja Harrods, Mohamed Al-Fayed, por suspeita de cumplicidade em tráfico humano para fins de exploração sexual, anunciou a polícia londrina.
Com idades entre os 40 e 60 anos, as mulheres foram interrogadas entre 25 de fevereiro e 5 de março, mas não foram detidas e a investigação continua, acrescentou a polícia num comunicado.
No total, indicou, 154 vítimas prestaram testemunho aos investigadores nos últimos 18 meses, acusando o egípcio Mohammed Al-Fayed, que morreu em 2023, de agressão sexual, violação, exploração sexual e tráfico de seres humanos.
"As informações partilhadas durante essas conversas, juntamente com o trabalho contínuo de parceria no Reino Unido e no estrangeiro, ampliaram o âmbito da investigação para incluir todos os crimes denunciados, incluindo o tráfico de pessoas", referiu a polícia.
Em fevereiro, várias mulheres foram ouvidas em Paris, onde o egípcio era proprietário do hotel de cinco estrelas Ritz, e porque Al-Fayed passava férias no sul de França.
Os testemunhos contra Mohamed Al-Fayed multiplicaram-se desde a transmissão, em setembro, de um documentário da emissora britânica BBC que relatava múltiplas acusações de violação e agressão sexual alegadamente cometidas pelo empresário egípcio, que morreu em agosto de 2023, aos 94 anos.
Os ataques duraram mais de 30 anos, até 2013, e as acusações mais antigas remontam a 1977, segundo a polícia de Londres.
Mohamed Al-Fayed nunca foi alvo de processos judiciais durante a sua vida, mas foi detido pela polícia em 2013.
Em meados de novembro, três mulheres que trabalhavam na Harrods acusaram o irmão, Salah Fayed, igualmente morto, de também as ter agredido sexualmente.
