
Trump admite um ataque limitado para conter programa nuclear
Foto: Bonnie Cash/EPA
O presidente dos EUA, Donald Trump, admitiu esta sexta-feira uma ação militar limitada contra o Irão como tática de pressão para chegar a um acordo com Teerão que contenha o seu programa nuclear.
"Penso que posso dizer que estou a considerar isso", declarou Trump, questionado pelos jornalistas na Casa Branca sobre um possível ataque de menor escala em território iraniano, perto do qual os EUA mantêm uma presença militar significativa.
Na quinta-feira, Trump deu um prazo de 10 dias para a situação no Irão "se esclarecer", depois de ter mantido, esta semana, conversas indiretas sobre o programa nuclear, e instou Teerão a "chegar a um acordo significativo" para evitar que "coisas más aconteçam".
Teerão e Washington realizaram várias rondas de negociações em Omã e na Suíça, mas as tensões têm aumentado, sobretudo depois de os EUA terem ordenado um aumento da presença militar no Médio Oriente.
O presidente norte-americano, que inicialmente ameaçou com intervenção militar devido à repressão dos recentes protestos no Irão, mudou posteriormente o foco dos seus alertas para o programa nuclear iraniano, que as autoridades iranianas afirmam ser exclusivamente para fins pacíficos.
O Irão informou, entretanto, o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, que responderá "de forma decisiva" em caso de ataque, apontando as bases dos EUA na região como alvos legítimos.
Israel ameaça retaliar
Pouco depois, o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, ameaçou o Irão com uma resposta brutal caso Teerão ataque Israel. "Se os aiatolas cometerem o erro de nos atacar, enfrentarão uma resposta que nem sequer conseguem imaginar", declarou Netanyahu, numa alocução televisiva proferida durante uma cerimónia militar. "Estamos preparados para qualquer cenário", disse o primeiro-ministro israelita.
