
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump
Foto: Jim Lo Scalzo/EPA
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, considerou que as relações bilaterais com o Reino Unido "já não são o que eram", em entrevista publicada, esta terça-feira, no jornal britânico "The Sun".
"Era de longe a relação mais forte. E, agora, temos relações muito fortes com outros países da Europa", disse, elogiando a França, mas também a Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO).
Para o republicano Trump, "é muito triste ver que as relações, claramente, já não são o que eram" e o primeiro-ministro britânico, o trabalhista Keir Starmer, "não tem cooperado" e "devia ter ajudado", confessando nunca ter previsto tais posições vindas do Reino Unido.
O líder norte-americano já tinha criticado o chefe do executivo britânico em entrevista ao jornal "Daily Telegraph", segunda-feira, por demorar "muito tempo" para autorizar os EUA a usar a base militar de Diego Garcia, no oceano Índico, acrescentando estar "muito desiludido" com Starmer.
As autoridades de Londres concordaram domingo que as forças armadas norte-americanas usassem instalações britânicas para atacar o Irão.
Keir Starmer respondeu às críticas de Trump segunda-feira, num discurso no parlamento do Reino Unido, afirmando ter agido pelo "interesse nacional".
"O presidente Trump expressou a sua discordância com a nossa decisão de não participar nos ataques iniciais, mas é meu dever julgar o que é do interesse nacional do Reino Unido", disse Starmer.
O primeiro-ministro britânico garantiu que os EUA não usariam as bases militares britânicas no Chipre para os ataques ao Irão, após uma delas ter sido atingida por um drone iraniano.
Israel e Estados Unidos lançaram no sábado um ataque militar contra o Irão, alegadamente, para "eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano", e Teerão respondeu com o lançamento de mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e alvos israelitas.
O presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que a operação visa "eliminar ameaças iminentes" do Irão e Netanyahu justificou a ação conjunta contra o que classificou como uma "ameaça existencial".
O Irão confirmou a morte do aiatola Ali Khamenei, o líder supremo do país desde 1989 e decretou um período de luto de 40 dias.
Pelo menos 555 pessoas morreram no Irão desde o início dos ataques, segundo a organização humanitária Crescente Vermelho iraniano. O exército dos Estados Unidos confirmou a morte de seis militares norte-americanos.
Em Israel, os ataques com mísseis iranianos já provocaram a morte a dez pessoas, segundo dados oficiais.
