
Yasar Guler, ministro da Defesa da Turquia
Foto: AFP
O ministro da Defesa da Turquia disse, esta terça-feira, que todos os grupos armados curdos, incluindo os da Síria, devem depor as armas, defendendo o fim imediato de qualquer atividade armada do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK).
"O PKK e todos os grupos afiliados devem cessar imediatamente toda a atividade terrorista em todas as regiões onde estão presentes, incluindo a Síria, e depor incondicionalmente as armas", informou Yasar Guler, referindo-se à decisão do PKK, anunciada em maio, de renunciar à luta armada.
O ministro turco sublinhou que Ancara não permitirá que "nenhuma organização terrorista", nomeadamente o PKK, o PYD, o YPG e as Forças Democráticas da Síria (FDS), estabeleça bases na região.
A Turquia considera as Unidades de Proteção Popular (YPG) e as FDS, de maioria curda, como extensões do PKK, apesar de estas forças terem sido aliadas-chave da coligação internacional no combate ao grupo jihadista Estado Islâmico (EI) no norte da Síria.
Em março, foi assinado um acordo entre os curdos sírios e as novas autoridades da Síria, que prevê a integração das instituições curdas no Estado sírio, incluindo a incorporação das suas forças militares no Exército nacional.
Ancara defendeu que o acordo fosse aplicado até ao final de 2025, mas as negociações para a sua implementação encontram-se bloqueadas, segundo várias fontes.
No final de dezembro, o líder histórico do PKK, Abdullah Ocalan, preso há 26 anos, apelou à Turquia para facilitar um entendimento entre as FDS e Damasco.
O comandante das FDS, Mazloum Abdi, esteve no domingo em Damasco para novas conversações com as autoridades sírias sobre a integração das suas forças nas estruturas do Governo central, sem que tenham sido registados avanços significativos, segundo os meios de comunicação estatais.
