O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, já tinha determinado a mobilização parcial de militares na reserva.
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As Forças Armadas ucranianas anunciaram esta quarta-feira a mobilização dos militares que se encontram na reserva com idades entre os 18 e 60 anos, para fazer face ao agravamento da situação militar provocado pela Rússia.
"A mobilização diz respeito aos reservistas com idades entre os 18 e os 60 anos", refere uma mensagem das forças terrestres ucranianas divulgada esta quarta-feira na rede social Facebook. "A mobilização começa hoje (quarta-feira). O tempo máximo de serviço é de um ano", adianta.
A Ucrânia tem mais de 200 mil reservistas, além de cerca de 250 mil membros das forças armadas regulares.
A recusa em comparecer a este recrutamento sem uma razão plausível pode ser sujeita a "sanções administrativas e criminais", referem ainda as forças armadas.
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Na terça-feira, o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky já tinha determinado a mobilização parcial de militares na reserva para reforçar o Exército, mas descartava a mobilização total das forças armadas.
Zelensky explicou, numa comunicação ao país na terça-feira, que o decreto se aplicava apenas aos ucranianos na reserva operacional, mobilizados para reforçar o Exército que combate as milícias pró-Rússia na região de Donbass e enfrenta a ameaça militar russa na fronteira.
A Polícia Nacional da Ucrânia também anunciou esta quarta-feira que enviará forças adicionais para a zona de conflito no leste do país para garantir a ordem pública. O "número dois" da Polícia Nacional, Oleksandr Fatsevich, disse ainda à imprensa que os agentes adicionais serão enviados antes do final da semana.
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Entretanto, o Ministério dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia apelou esta quarta-feira aos cidadãos nacionais para abandonarem a Rússia o mais rápido possível face ao agravamento da situação militar.
"O ministério recomenda aos cidadãos ucranianos para se absterem de todas as viagens à Rússia e aqueles que já lá estão devem deixar o território (russo) imediatamente", indicou a diplomacia de Kiev, em comunicado.
A Rússia, que invadiu a Ucrânia em 2014 e anexou a península da Crimeia, reconheceu na segunda-feira como independentes os dois territórios ucranianos separatistas de Donetsk e Lugansk, na região de Donbass agravando a situação militar na região.
Moscovo aprovou ainda o envio de militares russos para a zona.
