Nove horas pelo deserto: atleta português no Kuwait sem solução segura para voltar a Portugal

Pedro Machado vive no Kuwait desde o verão passado
Foto: Direitos Reservados
O jogador de futebol português Pedro Machado, que joga no Al-Tadamon há cerca de seis meses, relata ao JN momentos de tensão após uma série de explosões nos últimos dias no Kuwait e critica a falta de soluções concretas para o eventual regresso a Portugal.
Pedro Machado, de 29 anos, vive na cidade de Salmiya com a mulher e o filho de três anos. A última semana tem sido marcada por sirenes constantes, explosões e muita apreensão e o atleta admite que pondera enviar a família para Portugal, mas ainda não existe uma solução considerada segura para sair do Kuwait. "Quero que a minha mulher e o meu filho regressem a Portugal assim que houver uma solução segura. Eu irei regressar assim que o clube me autorizar. Neste momento ainda não existe solução", afirma, acrescentando que têm recebido "respostas muito genéricas" da embaixada portuguesa. "Disseram-nos para preencher uma ficha para darem conhecimento que nós estamos no meio deste conflito. A resposta foi muito genérica. Aquilo que tem sido feito é através de um grupo de WhatsApp, onde vão pedindo para quem quiser ser repatriado o faça".

