Acidente

Avião com 132 pessoas a bordo cai no sudoeste da China

Avião com 132 pessoas a bordo cai no sudoeste da China

Um avião da China Eastern Airlines que viajava entre as cidades chinesas de Kunming (sudoeste) e Cantão caiu com 132 pessoas a bordo, informou a televisão estatal CCTV. Governo chinês já confirmou a existência de vítimas mortais.

O Boeing-737 caiu perto da cidade de Wuzhou, na região de Guangxi, e "causou um incêndio" nas montanhas, informou a CCTV, acrescentando que as equipas de resgate foram enviadas para o local.

As primeiras informações apontavam para 133 pessoas a bordo, mas segundo a Agência Chinesa de Aviação Civil, a aeronave transportava 132 pessoas - 123 passageiros e nove tripulantes.

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Desconhece-se para já se há sobreviventes. Segundo a agência oficial chinesa de notícias, Xinhua, o presidente da China, Xi Jinping, deu ordem para uma operação de salvamento em toda a linha, disponibilizando todos os meios necessários para procurar sobreviventes.

Segundo a mesma agência, os bombeiros de Wuzhou enviaram 117 operacionais e 23 viaturas para o local. Mais 538 bombeiros de outras partes de Guangxi foram também enviados para o terreno para ajudar nos esforços de resgate, disse o departamento regional da proteção civil.

Segundo órgãos de informação locais, o voo Mu5735 saiu de Kumming cerca das 13 horas (5 horas em Portugal continental), com destino a Guangzhou.

O voo terminou abruptamente às 14.22 horas locais (6.22 horas em Portugal continental), embatendo numa montanha à velocidade de 696 quilómetros a 983 metros de altitude. Deveria aterrar às 15.05 horas locais (7.05 horas).

"Completamente destruído"

O Boeing 737 caiu numa zona rural próxima da cidade e provocou um incêndio na montanha, informou a emissora estatal CCTV, que transmitiu imagens de bombeiros a caminho do local do acidente, através de uma área montanhosa. As equipas de resgate conseguiram extinguir as chamas.

"Todos os moradores tomaram a iniciativa de ajudar no resgate. Todos foram para a montanha", disse à AFP por telefone o comerciante Tang Min, que mora a cerca de quatro quilómetros do local do acidente.

Um morador da área disse a um site de notícias local que o avião envolvido no acidente estava "completamente destruído" e que viu áreas florestais próximas destruídas pelo fogo causado pela queda na encosta da montanha.

Dos Estados Unidos, a Boeing, fabricante do aparelho, disse que está a tentar "reunir mais informações".

De acordo com a agência financeira Yicai, a China Eastern decidiu suspender todos os seus 737-800 a partir de terça-feira, sem esperar pelos resultados da investigação. A AFP tentou em vão entrar em contacto com a empresa para comentar esta informação.

Nos últimos anos, a China manteve bons padrões de segurança da aviação, num país repleto de aeroportos recém-construídos e coberto por novas companhias aéreas estabelecidas para atender ao crescimento vertiginoso nas últimas décadas.

O avião que se despenhou era um Boeing 737-800, um dos mais populares do mundo para viagens de curto e médio alcance. Este modelo começou a ser fabricado em 1994 e entrou em funcionamento em 1998.

A China tem três grandes companhias aéreas que operam muitos voos domésticos em 284 destinos diferentes com um registo de segurança acima da média, dos melhores do Mundo.

Segundo o Gabinete de Segurança de Aviação Civil da China, o último acidente fatal com um avião a jato ocorreu num voo regional em 2010. Morreram 44 das 96 pessoas a bordo de um avião Embraer E-190 operado pela Henan Airlines que se despenhou na aproximação ao aeroporto de Yichun, num dia com pouca visibilidade.

O acidente mais mortal que envolveu um voo comercial chinês foi o da China Northwest Airlines, em 1994, no qual todas as 160 pessoas a bordo morreram.

A maioria dos passageiros a bordo do voo MH370 da Malaysia Airlines, que desapareceu em março de 2014 na rota de Kuala Lumpur para Pequim, era de origem chinesa.

* com agências

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