Etiópia

Queda de avião da Ethiopian Airlines faz 157 mortos

Queda de avião da Ethiopian Airlines faz 157 mortos

Não há sobreviventes da queda do avião da Ethiopian Airlines, este domingo, pouco depois de descolar de Adis Abeba, Etiópia, com destino a Nairobi, no Quénia. Seguiam 157 pessoas a bordo.

Um porta-voz da Ethiopian Airlines confirmou que não há sobreviventes da queda do avião que transportava 149 passageiros e oito tripulantes. As vítimas são de 35 nacionalidades - inicialmente a empresa indicou que os ocupantes eram oriundos de 33 países. Entre as vítimas constam vários europeus, um passageiro de Moçambique e um titular de passaporte das Nações Unidas. Madrid também confirmou a existência de dois cidadãos de nacionalidade espanhola na lista de passageiros do voo ET 302.

De acordo com a informação avançada pela imprensa internacional, o acidente com o avião Boeing 737 Max-8 - que realizava um voo regular entre Adis Abeba e Nairobi - terá ocorrido às 8.44 horas deste domingo (5.44 horas em Portugal continental), cerca de seis minutos após a descolagem na capital da Etiópia.

O primeiro-ministro da Etiópia Abiy Ahmed manifestou na sua conta oficial no Twitter "profundas condolências" às famílias das vítimas.

O presidente-executivo da Ethiopian Airlines, Tewolde Gebremariam, foi ao local e confirmou que não há sobreviventes. Na página da rede social da empresa foi divulgada uma imagem que mostra Tewolde Gebremariam num terreno descampado junto a destroços que a companhia aérea afirma serem do aparelho que se despenhou. A empresa expressou "profundas condolências aos familiares dos passageiros e tripulantes que perderam a vida neste trágico acidente".

"A explosão e o incêndio foram tão fortes que não nos conseguimos aproximar. Ficou tudo queimado. Os bombeiros chegaram pelas 11 horas. Há quatro helicópteros no local", contou Bekele Gutema, que estava perto do local onde o avião se despenhou, nos arredores da cidade de Bishoftu, citado pela BBC.

A Boeing já informou que está a acompanhar o incidente. Este modelo - 737 Max-8 - é relativamente recente, tendo sido lançado em 2016. A Ethiopian Airlines tem este aparelho desde julho de 2018.

Um avião deste modelo esteve envolvido num acidente aéreo há cinco meses, quando, em outubro de 2018, um voo da Lion Air se despenhou no mar na Indonésia com 189 pessoas a bordo.

Segundo a agência Reuters, a agência independente norte-americana "National Transportation Safety Board" vai enviar uma equipa para o local para auxiliar na investigação às causas do acidente.

A Ethiopian Airlines é membro da Star Alliance (a mesma que integra a transportadora portuguesa TAP) desde dezembro de 2011 e, de acordo, com o site da aliança, trata-se da companhia de bandeira da Etiópia e líder em África.

A Ethiopian Airlines foi fundada em 21 de dezembro de 1945 e a sua rede abrange Europa, América do Norte, América do Sul, África, Médio Oriente e Ásia, ligando as cidades em todo o mundo.