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Dinamarca não usa mais AstraZeneca e Alemanha substitui segunda dose

Dinamarca não usa mais AstraZeneca e Alemanha substitui segunda dose

A Dinamarca é o primeiro país europeu a anunciar que vai deixar de administrar a vacina da AstraZeneca aos seus cidadãos.

Apesar das indicações da Organização Mundial de Saúde e da Agência Europeia do Medicamento, que recomendam o uso da vacina, a "campanha de vacinação da Dinamarca vai continuar sem a vacina AstraZeneca", anunciou o diretor da autoridade de Saúde dinamarquês, Soren Brostrom, em conferência de imprensa.

O país escandinavo torna-se assim o primeiro da Europa a abandonar a vacina da farmacêutica AstraZeneca, mas a Alemanha também decidiu restringir o seu uso.

Em Portugal, a AstraZeneca tem o uso restringido. A Direção-Geral da Saúde determinou que só será administrada a maiores de 60 anos.

Esta quarta-feira, foi notícia que a Comissão Europeia tinha já decidido não renovar contrato para a compra da vacina desta marca, embora oficialmente Ursula von der Leyen não tenha confirmado a informação divulgada pelo jornal italiano "La Stampa". Ainda assim, num anúncio feito esta manhã, a presidente da Comissão Europeia revelou que a União Europeia vai antecipar para o segundo trimestre a chegada de 50 milhões de vacinas da Pfizer, que estavam previstas para entrega no quarto trimestre. E que vai renovar o contrato com a Bio'n'Tech/Pfizer, não referindo a AstraZeneca no investimento em "tecnologias que funcionam".

Segundo avançou hoje o ministro alemão da Saúde, Jens Spahn, os 2,2 milhões de alemães com menos de 60 anos que receberam a primeira dose da vacina AstraZeneca serão imunizados, na segunda dose, com a fórmula da BioNTech/Pfizer ou da Moderna.

O ministro e os responsáveis pela pasta da Saúde dos 16 estados federais da Alemanha tomaram a decisão hoje, por unanimidade, depois de várias semanas de polémica na Europa.

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A decisão segue uma recomendação da Comissão Permanente de Vacinação da Alemanha (Stiko), emitida no início de abril.

O presidente da Conferência de Gestores de Saúde, Klaus Holetschek, assegurou, em conferência de imprensa hoje realizada, que qualquer uma das duas fórmulas baseadas em RNA modificado é "uma boa base" para proteger efetivamente a população.

A decisão visa acabar com a polémica em torno dos casos de trombose detetados principalmente entre pessoas jovens e saudáveis que receberam a vacina da AstraZeneca.

Após a suspensão temporária da vacina na Alemanha - e em grande parte dos países da União Europeia, incluindo Portugal -, esta preparação foi injetada novamente em pessoas com mais de 60 anos de idade por recomendação da Agência Europeia de Medicamentos (EMA).

Pessoas com menos de 60 anos de idade que receberam a primeira dose desta vacina antes da suspensão foram deixadas num limbo, incluindo muitos professores e profissionais da saúde.

A decisão de trocar a vacina na segunda dose não é isenta de dúvidas, até porque a Organização Mundial da Saúde (OMS) não a recomendou devido à ausência de dados sobre os seus possíveis riscos.

A medida terá repercussões na campanha de vacinação da Alemanha, que começou de forma muito lenta e com problemas logísticos, e que se esperava que acelerasse em abril.

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