Direitos LGBT

Hungria quer banir adoção por casais do mesmo sexo

Hungria quer banir adoção por casais do mesmo sexo

O governo da Hungria propõe banir a adoção de crianças aos casais do mesmo sexo. A proposta foi apresentada ao parlamento pelo partido conservador de direita Fidesz, na passada terça-feira.

A mais recente emenda enviada ao parlamento húngaro pelo partido conservador Fidesz pretende alterar a Constituição e proibir a adoção a casais do mesmo sexo. Propõe que apenas os casais do sexo oposto e casados possam adotar uma criança e, especificam ainda, que a "mãe é uma mulher e o pai um homem". "O casamento é entre um homem e uma mulher, assim como a base da família e da sobrevivência nacional", apresenta a proposta.

Na Hungria, o casamento entre pessoas do mesmo sexo ainda é ilegal, mas a adoção era possível, desde que apenas um elemento do casal fizesse a candidatura. Esta alteração da legislação já foi condenada e rejeitada por grupos defensores dos direitos humanos. Como avança o jornal "Independent", o grupo Hatter Society, que zela pelos direitos LGBT, afirma que "o momento não é coincidência: as propostas que limitam os direitos legais e que vão contra os direitos humanos básicos internacionais e Europeus são submetidos quando os protestos não são permitidos" devido à covid-19.

A proposta apresentada ao parlamento, na passada terça-feira, apela para que as crianças sejam educadas e criadas num ambiente cristão onde haja uma interpretação dos papéis de género, "garante-se que a educação seja de acordo com os valores constitucionais da Hungria e dos valores cristãos", lê-se no documento.

O governo húngaro é liderado por Viktor Orban, primeiro-ministro que desde que assumiu o cargo em 2010 e tem levado a cabo mudanças radicais na Constituição do país. Em maio, foram banidas as mudanças de sexo pelos cidadãos transgénero nos documentos pessoais, como passaportes, e questionados os livros infantis que abordam a diversidade de uma forma positiva.

A última emenda que foi proposta questiona também a adoção pelos pais solteiros, afirmando que a mesma só será possível com a permissão especial do ministro dos Assuntos Familiares. Por essa razão, os críticos asseguram que as propostas destas duas emendas são um ataque tanto aos pais solteiros como à comunidade LGBT.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG