Ataque

Rui Lucas, de Viseu. O português que morreu no Sri Lanka

Rui Lucas, de Viseu. O português que morreu no Sri Lanka

Rui Lucas, de 31 anos e natural de Viseu, estava em lua de mel no Sri Lanka. Morreu no hotel Kingsbury, na sequência de uma explosão.

Foram oito as explosões contra hotéis e igrejas no Domingo de Páscoa, no Sri Lanka. Segundo um perito do Governo, seis das explosões foram realizadas por sete bombistas suicidas. Há um português entre as 290 vítimas mortais. O anterior balanço era de 207 mortos e de 450 feridos.

A vítima é Rui Lucas, natural da freguesia de Repeses, em Viseu, e estava no Sri Lanka com a mulher em lua de mel, depois de terem casado na semana passada, apurou o JN. A mulher do português já pediu ao Governo ajuda para "regressar rapidamente" a Portugal.

"Era uma pessoa com um coração enorme, um grande amigo", afirmou Augusto Teixeira sobre Rui Lucas, que desde 2013 era seu colaborador na T&T Multielétrica, que presta serviços nas áreas das energias renováveis, domótica e segurança, eletricidade e climatização.

Consternado com a notícia da morte do amigo, o empresário disse que é um "momento particularmente difícil" para os cerca de 30 colaboradores da empresa, situada em Crasto de Campia, a cerca de 40 quilómetros de Viseu, cidade onde a vítima mortal residia.

Augusto Teixeira adiantou que Rui Lucas tinha casado há cerca de uma semana - "fez no sábado oito dias" - e estava no Sri Lanka em lua-de-mel com a mulher. "Ele gostava de desportos de natureza, mas acho que não foi por isso que escolheu o Sri Lanka. Ia passar a lua de mel para um sítio calmo, com uma cultura completamente diferente. Gostava de viajar, viajava muito nas férias", afirmou.

O presidente da República já falou com a viúva e apresentou condolências. "O meu pensamento vai em especial para a família da vítima portuguesa e já tive a oportunidade de apresentar as condolências à viúva", afirmou Marcelo Rebelo de Sousa, em declarações à agência Lusa.

De acordo com a cônsul Preenie Pine há mais portugueses no país, mas "estão todos bem", acrescentando que está a dar apoio à mulher da vítima. "É um dia muito triste, estamos chocados", adiantou.

Ao todo somam-se oito explosões. A capital, Colombo, foi alvo de, pelo menos, quatro explosões, em três hotéis de luxo e uma igreja. Duas outras igrejas foram também alvo de explosões, uma em Negombo, a norte da capital e onde há uma forte presença católica, e outra em Batticaloa, no leste do país.

Os hotéis de luxo onde se registaram as explosões são o Kingsbury (onde morreu Rui Lucas), o Shangri-La e o Cinnamon Grand Colombo, todos na capital.

As explosões ocorreram "quase em simultâneo", pelas 8.45 horas (3.15 horas em Portugal continental), de acordo com fontes policiais citadas por agências internacionais.

Surgiu mais tarde a indicação de mais uma explosão num hotel perto do jardim zoológico em Dehiwala, nos arredores da capital, que causou dois mortos, e outra num complexo de vivendas no distrito de Dematagoda. A polícia indicou que esta oitava explosão foi um atentado suicida e que vitimou três agentes, segundo a agência AFP.