Ataque

Terrorista da Nova Zelândia passou por Portugal

Terrorista da Nova Zelândia passou por Portugal

No manifesto que publicou antes do ataque desta sexta-feira, em que matou 49 pessoas, Brenton Tarrant disse que se radicalizou durante uma viagem à Europa, tendo passado por Portugal.

O homem de 28 anos explica no seu manifesto que se "radicalizou numa viagem à Europa, tendo passado por França, Portugal, Espanha e outros países".

"O primeiro acontecimento que levou à mudança foi o atentado de Estocolmo, a 7 de abril de 2017", escreveu, segundo explica o jornal "ABC", Brenton Tarrant no seu manifesto.

Naquele dia, um camião abalroou várias pessoas no centro de Estocolmo, na Suécia, causando quatro mortos e vários feridos.

Manifesto de ódio para justificar carnificina

O homem que esta sexta-feira provocou a morte a 49 pessoas em duas mesquitas da Nova Zelândia, na cidade de Christchurch e na periferia, partilhou na Internet um manifesto onde revelou as motivações por detrás do ataque. Intitulado "The Great Replacement" (A Grande Substituição), o manifesto deixa claras as vontades de Brenton: "criar uma atmosfera de medo" e "incitar à violência" contra muçulmanos. E fornece alguns detalhes autobiográficos sobre o autor, nascido na cidade de Grafton, no Estado australiano de Nova Gales do Sul.

"Sou apenas um homem branco, de 28 anos. Nascido na Austrália, de classe trabalhadora, de uma família de poucas posses", descreve-se, adiantando que o ataque perpetrado serviu para se vingar de "milhares de mortes causadas por invasores estrangeiros".