Covid-19

Luís Pitarma, o enfermeiro português que acompanhou Boris Johnson

Luís Pitarma, o enfermeiro português que acompanhou Boris Johnson

Depois de sair do hospital, o primeiro-ministro britânico falou ao país, através das redes sociais, e fez um agradecimento especial a um enfermeiro português.

O JN confirmou tratar-se de Luís Pitarma, enfermeiro de 29 anos, de Aveiro, a trabalhar no St Thomas Hospital, em Londres, há quatro anos.

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Contactado pelo JN, o St Thomas Hospital adiantou, por e-mail, que Luís Pitarma "não se encontra disponível para fazer declarações."

Segundo o perfil de Luís Pitarma no Linkedin, o enfermeiro passou à categoria sénior em abril do ano passado, estando associado ao serviço de oxigenação por membrana extracorporal (ECMO), utilizado em casos de insuficiência respiratória.

Apesar de ser de Aveiro, Luís Pitarma foi para Lisboa estudar na Escola Superior de Enfermagem, entre 2009 e 2013.

Marcelo Rebelo de Sousa já agradeceu ao profissional de saúde português. Em comunicado publicado no site da Presidência da República, o chefe de Estado revelou ter transmitido "pessoalmente o seu agradecimento ao enfermeiro Luís Pitarma", destacando igualmente o desempenho de "todos os profissionais de saúde portugueses que em Portugal e em todo o mundo estão a prestar uma ajuda decisiva no combate à pandemia".

Depois de ter alta hospitalar, Boris Johnson agradeceu os cuidados recebidos durante o internamento, realçando o trabalho de dois profissionais em particular.

"Espero que não se importem se mencionar dois enfermeiros que se mantiveram ao meu lado durante 48 horas quando as coisas poderiam ter seguido qualquer um dos caminhos. São a Jenny, da Nova Zelândia. Invercargill, no sul, para ser exato. E Luís, de Portugal, perto do Porto", realçou.

"A razão, no final, pela qual o meu corpo começou a receber oxigénio suficiente foi porque, durante todos os segundos na noite, estiveram a observar, a cuidar e a tomar as intervenções necessárias. É assim que também sei que, por todo este país, 24 horas por dia, há centenas de milhares de funcionários do serviço nacional de saúde que estão a agir com o mesmo cuidado, pensamento e precisão da Jenny e do Luís", acrescentou.

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