69.º dia de conflito

O alívio chegou a Zaporíjia, mas o massacre continua em Mariupol

O alívio chegou a Zaporíjia, mas o massacre continua em Mariupol

Foi uma longa viagem que terminou bem. Ao 69.º dia de guerra na Ucrânia, a ONU confirmou que mais de cem pessoas conseguiram sair de Mariupol e chegar em segurança a Zaporíjia. Mas ainda há pelo menos 200 civis presos nos túneis da Azovstal, alvo de um "poderoso ataque" russo. Vladimir Putin voltou a pedir ao Ocidente que deixe de fornecer armas à Ucrânia num dia marcado por novas explosões em Lviv.

- O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky acusou esta terça-feira o ministro russo dos Negócios Estrangeiros, Serguei Lavrov, de "culpar o povo judeu pelos crimes nazis", frisando que a Rússia "esqueceu-se de todas as lições da Segunda Guerra Mundial".

- O Papa Francisco disse estar disponível para ir a Moscovo falar sobre a guerra na Ucrânia com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, mas afastou para já uma visita a Kiev. Na entrevista ao jornal italiano "Il Corriere della Sera", Francisco disse sentir que não deve ir a Kiev antes de se deslocar à capital russa, apesar dos convites dos ucranianos.

- O presidente russo, Putin, assinou um decreto a retaliar "ações não amigáveis de certos estados estrangeiros e organizações internacionais", anunciou o Kremlin.

- O presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, e o primeiro-ministro grego, Kyriakos Mitsotakis, apelaram esta terça-feira à união da Europa para se tornar independente na energia face à "chantagem de Moscovo".

- Num discurso no Parlamento ucraniano, por videoconferência, o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, afirmou que a Ucrânia vencerá a guerra e voltará a ser um país livre.

- A coordenadora humanitária da ONU na Ucrânia, Osnat Lubrani, anunciou hoje que os 101 civis "retirados com sucesso" dos túneis da fábrica Azovstal, em Mariupol, já chegaram a Zaporíjia. A operação foi realizada em colaboração com a Cruz Vermelha.

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- O presidente russo, Vladimir Putin, disse esta terça-feira ao chefe de Estado francês, Emmanuel Macron, que o Ocidente deve parar de fornecer armas à Ucrânia e acusou Kiev de não levar a sério o processo de negociações.

- As forças ucranianas confirmaram um "poderoso ataque" à fábrica Azovstal, "com o apoio de veículos blindados e tanques". Pelo menos duas pessoas morreram e dez ficaram feridas.

- Dez civis morreram e 15 ficaram feridos num bombardeamento russo à fábrica da Coca-cola em Avdiivka, na região de Donetsk, anunciou o governador local.

- O presidente da Croácia, Zoran Milanovic, ameaçou, esta terça-feira, vetar o convite à Finlândia e à Suécia para aderirem à NATO até que seja alterada a lei eleitoral na Bósnia-Herzegovina, que considera discriminar os croatas bósnios.

- O secretário-geral das Nações Unidas (ONU), António Guterres, manifestou "satisfação" pela retirada "de mais de 100 civis" do complexo industrial siderúrgico Azovstal, na cidade ucraniana de Mariupol, pedindo "mais pausas humanitárias".

- A Eslováquia e a Hungria disseram que não apoiarão as sanções contra a energia russa que a União Europeia (UE) está a preparar, alegando que estão demasiado dependentes dela.

- O autarca de Lviv, Andriy Sadovyi, confirmou que se ouviram explosões na cidade ucraniana esta terça-feira.

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