77.º dia de guerra

O primeiro soldado russo julgado e as "armadilhas mortais" deixadas para trás

O primeiro soldado russo julgado e as "armadilhas mortais" deixadas para trás

Dia marcado pela decisão ucraniana de suspender o fluxo de gás num gasoduto que fornece quase um terço do combustível transportado da Rússia para a Europa. As tropas de Kiev conseguiram recuperar aldeias na região de Kharkiv, mas ainda não há segurança. As forças russas deixaram para trás "armadilhas mortais" que impedem os cidadãos de sair dos abrigos. A Ucrânia anunciou, entretanto, que um soldado russo vai ser julgado pela morte de um homem em Sumy. É o primeiro desde o início do conflito.

- As forças ucranianas recuperaram o controlo de aldeias na região de Kharkiv, confirmou o chefe de Estado, Volodymyr Zelensky. A libertação de Cherkaski Tyshky, Ruski Tyshki, Borshchova e Slobozhanske pode sinalizar uma nova fase na guerra, defendeu. O governador da região, Oleg Synegubov, alertou, contudo, que as forças de Putin deixaram para trás "armadilhas mortais", pedindo aos cidadãos que permaneçam nos abrigos.

- A Ucrânia anunciou que vai suspender o fluxo de gás russo através de um gasoduto que fornece quase um terço do combustível transportado da Rússia para a Europa. A GTSOU, que opera o sistema de gás do país, disse que interromperia os embarques via Sokhranivka a partir desta quarta-feira, declarando "força maior", cláusula invocada quando uma empresa é atingida por algo que vai além do seu controlo. A Gazprom, da Rússia, disse que isso seria "tecnologicamente impossível".

- Mais de 25 países, incluindo Portugal, já anunciaram o envio de material militar para a Ucrânia, num esforço conjunto para ajudar Kiev a resistir e a fazer recuar a invasão russa.

- Mais de 10 mil pessoas em Mariupol, cidade sitiada pelas tropas russas desde o início da invasão, podem morrer de doenças causadas pelas más condições de vida provocadas pelo conflito, alertou, esta quarta-feira, o presidente da câmara, Vadym Boichenko.

- A Hungria condicionou o seu apoio à proposta da Comissão Europeia de embargar as importações de petróleo russo a novas ajudas financeiras por parte de Bruxelas.

- A nova liderança russa instalada na região de Kherson planeia fazer um pedido formal para se tornar parte da federação russa.

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- O secretário-geral da ONU, António Guterres, disse que não vê um acordo de paz a acontecer num "futuro imediato". "Haverá um momento em que ocorrerão as negociações de paz. Não vejo isso no futuro imediato. Mas posso dizer uma coisa: nós nunca vamos desistir", assegurou.

- Um grupo de mulheres dos soldados do regimento Azov reuniu-se, esta quarta-feira, com o Papa Francisco e pediu-lhe ajuda para salvar os militares entrincheirados há várias semanas na Azovstal.

- O ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Sergei Lavrov, garantiu que o país tem compradores de petróleo e gás suficientes, além dos países ocidentais, numa altura em que os Estados-membros da União Europeia planeiam reduzir a sua dependência da energia russa.

- A Rússia disse hoje que acompanha de perto qualquer alteração na configuração da NATO perto das suas fronteiras, quando se espera uma decisão da Suécia e da Finlândia sobre um eventual pedido de adesão à Aliança Atlântica.

- A desminagem de toda a Ucrânia após a invasão russa levará entre cinco a 10 anos, afirmou Oleh Bondar, responsável pelo departamento de desminagem do Serviço Estatal de Emergências da Ucrânia, citado pela agência de notícias Ukrinform.

- Estima-se que 4,8 milhões de pessoas na Ucrânia tenham perdido o emprego desde o início da invasão russa, de acordo com um novo relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT), agência da ONU.

- O Exército russo está a utilizar artilharia pesada, tanques e bombardeamentos aéreos para atacar o complexo siderúrgico de Azovstal, em Mariupol.

- A Ucrânia anunciou que um soldado russo vai ser julgado pela morte de um homem de 62 anos na região de Sumy. É o primeiro a ser julgado pelo homicídio premeditado de um civil durante a guerra na Ucrânia.

- Desde o início da invasão russa, morreram 561 soldados da Guarda Nacional ucraniana, que inclui o regimento Azov entrincheirado na fábrica de aço Azovstal em Mariupol, disse o chefe da instituição, Oleksiy Nadtochy.

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