Covid-19

OMS critica lentidão "inaceitável" da vacinação na Europa

OMS critica lentidão "inaceitável" da vacinação na Europa

A Organização Mundial de Saúde (OMS) criticou esta quinta-feira a lentidão "inaceitável" da vacinação contra a covid-19 na Europa, que enfrenta a "mais preocupante" situação epidémica em "meses".

"O ritmo lento da vacinação prolonga a pandemia", lamentou o braço europeu da organização das Nações Unidas, sublinhando que o número de novos casos na Europa aumentou fortemente nas últimas cinco semanas.

"As vacinas são a nossa melhor saída para a pandemia. Não só funcionam, mas também são muito eficazes na limitação de infeções. No entanto, a aplicação dessas vacinas está a decorrer a uma lentidão inaceitável", disse o diretor da OMS Europa, Hans Kluge, citado num comunicado de imprensa.

"Precisamos acelerar o processo aumentando a produção, reduzindo as barreiras à entrega da vacina e usando qualquer dose que tivermos em 'stock'", disse Kluge.

"Atualmente, a situação regional é a mais preocupante que temos observado há vários meses", disse o responsável.

Mais restrições

"A situação na região é agora mais preocupante do que vimos em vários meses", disse a diretora regional da OMS para Emergências na Europa, Dorit Nitzan.

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"Muitos países estão a introduzir novas medidas (de combate à pandemia) que são necessárias e todos devem segui-las tanto quanto possível", acrescentou Nitzan.

Em sua opinião, também existem "riscos associados" ao "aumento da mobilidade" e às reuniões nestes feriados da Páscoa.

Na região da OMS na Europa, que inclui cerca de cinquenta países, incluindo a Rússia e vários Estados da Ásia Central, o número de novas mortes ultrapassou 24 mil na semana passada e está "rapidamente" a aproximar-se da marca de um milhão, segundo a organização.

O número semanal de novos casos chegou a 1,6 milhão. Há apenas cinco semanas, os números haviam caído para menos de um milhão, apontou a OMS.

A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 2,8 milhões de mortos no mundo, resultantes de mais de 128,1 milhões de casos de infeção, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

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