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Tiroteio em escola do Texas mata 19 alunos e dois professores

Tiroteio em escola do Texas mata 19 alunos e dois professores

Pelo menos 22 pessoas morreram e várias ficaram feridas, na terça-feira, naquele que foi o tiroteio mais mortal numa escola em toda a história do Texas e em dez anos em todo o país. Nos EUA, 2022 já teve mais ataques armados em massa do que dias no calendário.

Um jovem de 18 anos abriu fogo numa escola básica na cidade de Uvalde, no Texas, esta terça-feira, matando 21 pessoas, entre as quais 19 alunos, com idades entre os cinco e os 11 anos, e duas professoras O atirador, identificado como Salvador Ramos, de nacionalidade norte-americana, foi abatido pela Polícia, elevando para 22 o balanço total de mortes causadas pela mortandade que atingiu a Robb Elementary School, casa para 600 alunos. Segundo as autoridades, o suspeito baleou a avó antes de avançar para a escola, onde fez também um número ainda indeterminado de feridos, alguns em estado grave. A avó do atirador está hospitalizada em estado crítico.

De acordo com as autoridades, o jovem, morador nas proximidades, entrou no estabelecimento de ensino com um revólver e uma espingarda, por volta das 11.30 horas (hora local), abrindo fogo sobre a comunidade escolar. "Atirou e matou, de forma terrível e incompreensível", descreveu o governador regional, Greg Abbott.

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Segundo a imprensa local, este foi o mais mortal dos tiroteios em escolas registados na história do estado do Texas e, escreve a agência de notícias Associated Press, o mais mortal numa escola básica dos Estados Unidos desde 2012, quando um ataque armado em Sandy Hook, no Connecticut, fez 26 mortos. Este "ato de violência indescritível" - assim descreveu o procurador-geral do país - acontece quatro anos depois de um atirador ter matado dez pessoas numa escola secundária na cidade de Houston, também no Texas.

Reagindo ao trágico ataque armado a partir da Casa Branca, um Joe Biden emocionado dirigiu palavras solidárias aos "pais que nunca mais serão os mesmos", lembrando, ainda que sem a nomear, a própria tragédia familiar que sofreu. "Perder um filho é como ter um pedaço de sua alma arrancado", lamentou o presidente norte-americano, que em 1972 perdeu a filha num acidente de viação e em 2015 viu um filho morrer de cancro.

Voltando-se depois para a questão da legislação de controlo de armas, Biden implorou aos legisladores que transformem a "dor em ação". "Estou farto e cansado disto. Temos de agir. E não me digam que não podemos ter um impacto nesta carnificina", asseverou, recordando tragédias anteriores e questionando sobre até quando deixará o país que a história se repita. "Onde, em nome de Deus, está a nossa espinha dorsal para ter coragem de lidar e enfrentar os lobbies?", interrogou o democrata, presidente de um país onde o calendário segue com mais tiroteios em massa do que dias. De acordo com a organização sem fins lucrativos "Gun Violence Archive", desde o início de 2022, houve pelo menos 212 ataques armados. Esta terça-feira foi o 144.º dia do ano.

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