Covid-19

Vacina da AstraZeneca reduz transmissão em 67%, diz novo estudo

Vacina da AstraZeneca reduz transmissão em 67%, diz novo estudo

Uma nova investigação mostra que a vacina de Oxford e da AstraZeneca reduz em 67% a transmissão do SARS-coV-2 e tem 76% de eficácia entre o 22.º e o 90.º dia após a administração da primeira dose.

A vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford e pela AstraZeneca - que deve chegar a Portugal a 9 de fevereiro - não só protege as pessoas de doenças graves e morte associadas à infeção, como também desacelera substancialmente a transmissão do vírus. A descoberta, que sublinha a importância da vacinação em massa como um caminho para sair da pandemia, é de um novo estudo da Universidade de Oxford, pré-publicado na segunda-feira na revista "The Lancet". O documento, que aguarda revisão por pares, é o primeiro a apresentar evidências de que uma vacina contra o novo coronavírus pode reduzir a transmissão.

Os investigadores avaliaram o impacto da vacina na transmissão, recolhendo semanalmente amostras dos testes PCR dos participantes. E detetaram uma redução de 67% no número de pessoas assintomáticas que poderiam transmitir o vírus. Ou seja, a vacina pode reduzir a transmissão em quase dois terços.

Eficácia sobe para 82% com três meses de intervalo

Os investigadores da Oxford e da AstraZeneca descobriram ainda que uma única dose da vacina se revelou 76% eficaz na prevenção da covid-19 - no que diz respeito ao desenvolvimento de sintomas - entre o 22.º e o 90.º dia desde a primeira toma (a proteção começa três semanas depois da aplicação e é mantida até três meses). O estudo também aponta uma eficácia de 82,4% com a segunda dose, se aplicada três meses depois da primeira. Este novo resultado é melhor do que o anterior, que apontava uma eficácia de 54,9% quando o reforço foi aplicado após um mês e meio.

Os resultados - que o Governo britânico já descreveu como "absolutamente soberbos" por darem um sinal de "confiança" - apoiam a estratégia de priorizar o fornecimento de tantas primeiras doses de vacinas quanto possível, deixando de lado as preocupações sobre a data de administração das segundas doses.

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