Congresso PSD

As quatro ideias-chave do discurso de Rui Rio, sem revoluções à vista

As quatro ideias-chave do discurso de Rui Rio, sem revoluções à vista

Rui Rio diz que está pronto para fazer a diferença, quer fazer reformas, mas sem fazer nenhuma revolução.

Promete fazê-lo de forma sensata, mas corajosa e realista, embora no seu discurso no final do 39.º Congresso do PSD não tenha avançado com propostas concretas, mas críticas à "falta de rigor" e ao"excesso de facilitismo" do Governo do PS.

TAP e Novo Banco: faltou rigor

Rui Rio desferiu um forte ataque à "marca da falta de rigor e do excesso de facilitismo" da governação socialista, dando como exemplo a gestão do ministério da Administração Interna e o das Infraestruturas, e citando a forma como o Governo injetou muitos milhões de euros no Novo Banco e na TAP. "É má a solução de fechar a TAP, depois das avultadas verbas que lá foram enterradas. É má a solução de a manter, porque ainda falta lá meter muito mais dinheiro", disse, aludindo ainda ao facto de o que sucederá se a Comissão Europeia vier a reprovar o plano que lhe foi apresentado. Na linha das críticas ao "facilitismo", Rui Rio defendeu que "não é racional manter apoios sociais a quem os usa para se furtar ao trabalho". "Os apoios sociais são socialmente indispensáveis, mas apenas para quem deles verdadeiramente necessita, e não para quem os recebe indevidamente. Tem de haver uma fiscalização adequada", defendeu, sem especificar o que pretende alterar.

Educação: ser mais exigente

Rio voltou a criticar o fim das provas de aferição, o aligeiramento dos currículos e um perfil do aluno "em que o conhecimento e a disciplina passaram a letra morta", a desautorização dos professores, o desinvestimento na escola pública e o "desprezo" pelo ensino profissional. Rio elege a educação de infância como uma prioridade para Portugal e promete dar uma especial atenção aos professores desde a formação inicial ao recrutamento e profissionalização, alertando que se não o fizer o país irá enfrentar "uma grave carência de professores". Promete ser mais exigente na sua seleção e devolver a dignidade a uma que diz ser uma das profissões mais importantes e decisivas para a sociedade.

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Um Serviço Nacional de Saúde mais humano

Falta planeamento, os hospitais têm fraca autonomia, o Governo destruiu mesmo as PPP que eram vantajosas e o serviço público é cada vez menos atrativo para os profissionais, esta foi a radiografia feita pelo líder do PSD. O SNS não está objetivamente a dar resposta satisfatória às necessidades das pessoas, há um milhão de pessoas sem médico de família, mais de 200 mil doentes aguardam por cirurgia, há muitos hospitais que vivem situações dramáticas, com doentes a esperar mais de 12 horas. "Temos hoje um SNS mais ineficiente e nalgumas situações mais desumano", disse, apontando a taxa de mortalidade por doença não covid. Para Rui Rio, "o SNS precisa de uma reforma capaz de gerar melhores resultados em saúde e que, articulando-se com as iniciativas privada e social, consiga o necessário aumento da acessibilidade da população, sem perda de qualidade dos cuidados prestados".

Ambiente, prémios para as autarquias

O combate às alterações climáticas é, neste momento, da História da humanidade, a principal batalha que o mundo como um todo enfrenta, disse Rui Rio, defendendo que só pode ser resolvido com "uma ação concertada a nível local". Para Rui Rio, combater as alterações climáticas passa pela concretização de um plano descentralizado, envolvendo todos os municípios e premiando em sede de transferências do Estado o seu contributo para a neutralidade carbónica, apondo também como prioridades reduzir a circulação de automóveis com motor térmico nos centros urbanos e construir novos espaços verdes.

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