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Covid-19

116 doentes infetados já inseriram código na app StayAway Covid

116 doentes infetados já inseriram código na app StayAway Covid

Já foram feitos mais de um milhão e 400 mil downloads da aplicação StayAway Covid e 116 pessoas inseriram o código em como estavam infetadas, para alertar quem esteve em contacto próximo.

Numa altura em que os novos casos de covid-19 superam os mil diários, o secretário de Estado da Saúde, António Lacerda Sales, sublinha que "não se pode baixar a guarda individual" e "cada um é chamado a fazer a sua parte" para controlar a evolução da pandemia.

Nesse sentido, destaca que a aplicação StayAway Covid "é mais uma ferramenta", uma vez que permite rastrear as redes de contágio do novo coronavírus que provoca a doença covid-19. Em conferência de imprensa, Lacerda Sales revelou que, com um mês de funcionamento, já foram feitos mais de um milhão e 400 mil downloads, e inseridos 116 códigos [de doentes infetados] que deram origem a 137 chamadas" para o SNS24.

Luís Goes Pinheiro, presidente dos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS), apresenta dados de outros países para mostrar que "os números de Portugal estão em linha com a Europa", nomeadamente a Áustria com 900 mil downloads e 56 códigos inseridos, a Itália com 7 milhões de downloads e 257 códigos e a Finlândia com 2,3 milhões de downloads e 158 códigos inseridos.

E sublinha que na StayAway Covid há "liberdade de descarregar, liberdade de usar, liberdade de inserir o código e liberdade de ligar para o SNS24".

Apesar de o aumento de contágios, Lacerda Sales sublinha que "há boas notícias", e enumera que "80% dos profissionais de saúde infetados já recuperaram" e "de todos os doentes internados apenas 10% esteve em Unidades de Cuidados Intensivos (UCI)", destes, entre 14% a 21% tinham entre 40 e 80 anos.

"A percentagem de doentes internados em UCI foi mais alta no mês de março, atingindo 18%, e depois estabilizou nos meses seguintes nos 10%", acrescentou.

Atualmente "estamos hoje muito mais bem preparados", frisou, apontando taxas de ocupação nos hospitais entre 70% e 80% e "taxas de ocupação em UCI de cerca de 70%", que "são números que nos dão ainda o conforto na rede de expansibilidade, quer ao nível dos internamentos quer ao nível dos cuidados intensivos".

Ou seja, em caso de necessidade no SNS, "rapidamente transferimos um doente para outro hospital".

Lacerda Sales referiu-se ainda aos hospitais de campanha, indicando que "o plano Outono/Inverno contempla-os" e que esses hospitais de retaguarda serão ativados "de acordo com as necessidades".

Questionado sobre a pressão que se vai instalando no Serviço Nacional de Saúde (SNS) e se está em cima da mesa alguma articulação com hospitais privados, o secretário de Estado admitiu que o recurso a hospitais do setor social ou privado será sempre feito de acordo com as necessidades identificadas e a evolução epidemiológica.

Em relação à taxa de letalidade, é atualmente de 2,4% no geral e de 12,7% acima dos 70 anos.

Lacerda Sales fez saber que "na passada sexta-feira terminou o projeto-piloto de desmaterialização do cartão de localização do passageiro (PLC)" e que "temos agora um sistema eletrónico, para conviver com o preenchimento em papel, para os passageiros que entrem nos aeroportos de Lisboa, Porto, Faro e pelo aeródromo de Tires [Cascais]".

"É outra ferramenta importante para ajudar as autoridades de saúde a identificar contactos de casos confirmados", frisa.

Até agora, "43 mil passageiros preencheram o PLC em formato eletrónico", revelou Luís Goes Pinheiro, informando que "pode ser acedido no site do Turismo de Portugal".

"Pretende-se que os passageiros preencham o PLC antes de embarcarem, após o check-in e antes do embarque, para terem o número do lugar, para que as autoridades possam rastrear os contactos" em caso de algum passageiro posteriormente à viagem testar positivo à covid-19. "Se não tiverem preenchido, poderão fazê-lo em papel durante o voo", explicou.

Questionada sobre o caso positivo de infeção no Governo - o ministro do Ensino Superior, Manuel Heitor - e o facto de os membros do executivo não terem ficado em quarentena, a diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, explicou que na sequência do caso conhecido no dia 11 foi feito um inquérito para identificar os contactos de risco, foi feita a testagem [deram todos negativo] e depois decorre um inquérito mais minucioso para identificar casos secundários do perigo de transmissão. "A investigação continua".

O JN sabe que todos os elementos do gabinete do ministro da Ciência e Ensino Superior que tiveram contacto direto com Heitor estão em casa em isolamento profilático.

O gabinete do primeiro-ministro informou que "por determinação da Direção-Geral da Saúde, ficarão em confinamento, apesar de testarem negativo, o ministro do Planeamento e a ministra do Trabalho Solidariedade e Segurança Social que ladeiam Manuel Heitor na reunião do Conselho de Ministros", que se realizou na quinta-feira.

Graça Freitas indicou que "está para muito breve" a divulgação de uma circular normativa conjunta da DGS, do Infarmed e do Instituto de Saúde Ricardo Jorge com indicações genéricas sobre a realização de testes rápidos para deteção do SARS-CoV-2 e uma orientação clínica para médicos "com informações de pormenor" sobre as circunstâncias da sua utilização.

A diretora-geral da Saúde reiterou que os testes rápidos são "uma evolução tecnológica" mas "carecem de avaliação para dar segurança". E acrescentou: "Demorou o seu tempo, que é o tempo da ciência, para fazer um diagnóstico acertado".

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