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Água não faturada gera perdas de 264 milhões de euros

Água não faturada gera perdas de 264 milhões de euros

Em 2020, ficaram por cobrar 236 milhões de metros cúbicos, 28,7% do total. Ministério do Ambiente recomenda instalação de contadores.

Em 2020, 28,7% do total da água que entrou no sistema de distribuição não foi faturado. Numa perda estimada pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA) de 264 milhões de euros. Foram 236 milhões de metros cúbicos (m3), o suficiente para encher, durante um ano, cerca de 11 piscinas olímpicas por hora. Prestes a fechar aquele que será dos anos hidrológicos mais secos de sempre, o Governo já recomendou a instalação, pelas entidades gestoras, de contadores para baixar aquele volume.

Os dados foram apresentados pela APA na última reunião da Comissão Permanente da Seca. E mostram que é nas regiões hidrográficas (RH) do Minho e Lima e do Douro que a percentagem de água não faturada é mais elevada, chegando aos 38%, seguindo-se a do Guadiana (37%). Em valor, daqueles 264 milhões, 36% reportam à RH do Tejo e Ribeiras do Oeste, enquanto Minho e Lima assume o menor peso económico (2,5%).

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