Esclarecimento

Ainda não há "evidência" de que ibuprofeno agrave infeção por Covid-19, diz Infarmed

Ainda não há "evidência" de que ibuprofeno agrave infeção por Covid-19, diz Infarmed

Depois de, na semana passada, o ministro da Saúde francês ter desaconselhado a administração de ibuprofeno a pessoas infetadas com Covid-19, devido a um eventual agravamento da infeção, o Infarmed diz que não há provas. Mas a Agência Europeia do Medicamento está a avaliar.

Num comunicado divulgado no domingo, a Autoridade Nacional do Medicamento negou, à semelhança do que já tinha feito a diretora-geral da Saúde, que haja ligação cientificamente comprovada entre a toma de ibuprofeno e o agravamento da infeção pelo novo coronavírus.

"O Infarmed informa que não existem, atualmente, dados científicos que confirmem um possível agravamento da infeção por COVID-19 com a administração de ibuprofeno ou outros anti-inflamatórios não esteroides", pode ler-se na nota, que acrescenta que "não há motivo para os doentes que se encontrem em tratamento com os referidos medicamentos o interrompam".

A autoridade escreve ainda que a eventual relação "entre a exacerbação das infeções, na generalidade, e a toma de ibuprofeno" está a ser avaliada pelo Comité de Avaliação de Risco de Farmacovigilância da Agência Europeia do Medicamento (organismo da União Europeia), aguardando-se, para maio, uma conclusão desta análise. "Dado que o ibuprofeno é utilizado para tratar os sintomas iniciais das infeções, será extremamente complexo determinar esta relação", pode ler-se.

No comunicado, o Infarmed acrescenta no entanto que, não havendo evidências que contraindiquem o uso de ibuprofeno, "o tratamento sintomático da febre deve ser realizado através do uso de paracetamol como primeira alternativa".

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"O Infarmed, em articulação com a rede europeia do medicamento, continuará a acompanhar e a divulgar qualquer nova informação sobre este assunto", conclui a nota.

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