Relatório

Alunos que sofrem de bullying têm piores resultados

Alunos que sofrem de bullying têm piores resultados

Crianças que sofrem de bullying na escola têm piores resultados, revela um relatório internacional divulgado esta terça-feira, em Paris.

O TIMSS (Trends in International Mathematics and Science Study) é um estudo internacional de avaliação do desempenho de alunos do 4.º e 8.º anos a Matemática e a Ciências. Além de ter dado conta do crescente "insucesso" das crianças portuguesas do 1.º ciclo às duas disciplinas, também conclui que os alunos que sofrem de bullying têm pior desempenho escolar.

Quase um terço dos alunos portugueses do 4.º ano (32%) disseram sofrer situações de bullying "mensalmente" e 7% "semanalmente" - esses alunos atingiram uma média inferior 9 e 52 pontos mais baixa, respectivamente, em relação aos que disseram "nunca ou quase nunca" ser alvo de violência nas escolas.

No 8.º ano, os valores baixam: 16% disseram sofrer de bullying "mensalmente" e a diferença, em termos de média, para os que "nunca ou quase nunca" sofrem de violência é de menos 9 pontos a Matemática e menos 7 pontos a Ciências. Apenas 2% dos alunos assumiram ser alvo de bullying "semanalmente" e por ser uma percentagem "muito reduzida" o IAVE optou por não divulgar as suas médias.

Além dos testes aos alunos, o TIMSS também faz questionários aos diretores e professores. De acordo com as respostas dos dirigentes, quase metade das escolas de 1.º ciclo (46%) e um terço das básicas ou secundárias com 3.º ciclo (32%) têm problemas disciplinares "quase inexistentes"; e 9% (4.º ano) e 8% (8.º ano) têm problemas disciplinares "moderados a grave". O impacto nos resultados é menor: 22 pontos de diferença a Matemática e 16 a Ciência, no 4.º ano, entre as escolas sem indisciplina e as que têm problemas graves; no 8.º ano, essa diferença é de 26 pontos a Matemática e 21 pontos em Ciências.

No questionário feito aos professores, os docentes revelaram considerar que apenas 11% dos alunos do 4.º ano e 14% dos do 8.º manifestam disponibilidade para aprender - percentagens bem inferiores às reportadas nos outros países, cuja média é de 36 a 37% no 4.º ano e 24 a 26% no 8.º.

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Cerca de 70% dos professores portugueses assumiram que precisam de formação para integrar novas tecnologias nas suas aulas para desenvolverem o pensamento criativo dos alunos.

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