
Álvaro Santos, ex vice-presidente da Câmara de Gaia, vai presidir à CCDR-N
Foto: Direitos resrevados
Álvaro Santos conquistou a CCDR a António Cunha, atual presidente, com cerca de 57%, segundo os resultados provisórios. Centro, Lisboa e Vale do Tejo, Alentejo e Algarve sem concorrência
Álvaro Santos ganhou esta segunda-feira a eleição para a presidência a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N), derrotando António Cunha, atual presidente do organismo. Os dados ainda não estão contabilizados na totalidade - cerca das 23 horas faltava apenas um (Vizela) dos 86 municípios - mas a diferença a favor de Álvaro Santos era suficiente para ganhar, rondando os 57%, com 2198 votos (57%) contra 1540 (39%) de António Cunha, revelou Álvaro Santos, ex-vice presidente da Câmara de Gaia ao JN. António Cunha reconheceu o desfecho desfavorável.
A corrida para a CCDR do Norte era a única que suscitava dúvidas, visto que Ribau Esteves (Centro), Teresa Almeida ( Lisboa e Vale do Tejo), Ricardo Pinheiro (Alentejo) e José Apolinário (Algarve) concorreram sem oposição.
No Centro, os resultados conhecidos perto das 23 horas desta segunda-feira, apontavam para uma "taxa de participação elevada dos autarcas, na casa dos 95%, o mesmo acontecendo com a votação no candidato a presidente, na ordem dos 90%", adiantou ao JN Ribau Esteves.
No Alentejo, com 21 dos 47 concelhos apurados, a taxa de de participação e votação em Ricardo Pinheiro andava na casa dos 80%, revelou o novo presidente ao JN.
No Algarve, dos 500 autarcas, votaram 469 (93,8%), com 356 a favor da recandidatura de José Apolinário (75,9%), 86 votos em branco e 27 nulos, deu-nos conta José Apolinário.
Já em Lisboa e Vale do Tejo, Teresa Almeida, igualmente reeleita, apenas tinha resultados de 13 dos 52 municípios e, por isso, não quis fazer comentários.
Os resultados finais das votações dos 10741 autarcas deverão ser amanhã, terça-feira, divulgados pela Direção-Geral das Autarquias Locais (DGAL).
A CCDR-Norte foi a única com dois candidatos, um dos quais independente. Os restantes foram indicados com base num acordo eleitoral entre o PS e o PSD, contestado por diversos autarcas. O compromisso estabelecia que o mais representado nas autarquias de cada região escolhia o presidente e um dos dois vice-presidentes que não são indicados pelo Governo, que nomeia cinco. O PSD escolheu no Norte e Centro e o PS nas restantes três regiões. A novidade partiu do Norte com o avanço de António Cunha (PS), proposto por membros do colégio eleitoral, que enfrentou Álvaro Santos, escolhido pelo PSD com apoio do PS, que venceu a eleição com maioria absoluta.
Vice-presidentes
Também hoje, os presidentes das 278 Câmaras Municipais do continente validaram cinco candidatos únicos ao primeiro lugar de vice-presidente de cada CCDR.
Para a vice-presidência da CCDR-Norte, os 86 presidentes de Câmara votaram para Ricardo Bento, até agora pró-reitor para o Planeamento, Território e Património da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD).
No Centro, para vice-presidente foi escolhido Nuno Nascimento Almeida, vice-provedor da Santa Casa da Misericórdia de Viseu, eleito num universo de 77 autarcas.
Já para a vice-presidência da CCDR de Lisboa e Vale do Tejo foi proposto, à votação dos 52 líderes municipais, o biólogo José Alho, atual vice-presidente da Comissão de Coordenação.
Aos 47 autarcas do Alentejo foi apresentado para vice-presidente Aníbal Costa (PS), que atualmente já desempenha o cargo.
E no Algarve, a primeira vice-presidência da CCDR foi para Jorge Botelho, deputado e antigo presidente da Câmara de Tavira.
Depois destas eleições, cada CCDR terá ainda mais um vice-presidente, escolhido pelos conselhos regionais (onde estão representantes das universidades, empresas, sindicatos e outros), e outros cinco nomeados pelo Governo para as áreas da educação, saúde, cultura, ambiente e agricultura.

