
MIGUEL A. LOPES/LUSA
O secretário-geral do PS reiterou, esta segunda-feira, que os socialistas estão concentrados nas eleições legislativas e não nas presidenciais, falando ao lado de Maria de Belém Roseira, que também disse que "agora é o tempo das legislativas".
"Temos um calendário de prioridades e aquilo que neste momento nos empolga são as eleições legislativas. Acho que estarmos aqui todos, e a doutora Maria de Belém, é um bom sinal de que o que nos está a concentrar a todos são mesmo as eleições legislativas", afirmou António Costa aos jornalistas, à saída do Palácio de Justiça, em Lisboa, onde entregou as listas por Lisboa.
Depois de no sábado ter afirmado que "nada" a impedirá de pensar para lá das legislativas, Maria de Belém, ao lado de António Costa na entrega das listas, declarou que "agora é o tempo das legislativas".
"Estou aqui para integrar, como membro suplente, as listas para deputados", disse aos jornalistas.
António Costa reforçou que "no momento próprio" o PS pronunciar-se-á sobre as presidenciais, tendo na semana passada, numa entrevista à revista Visão, afirmado que Sampaio da Nóvoa é um candidato presidencial "próximo da família socialista".
Maria de Belém Roseira, ex-ministra da Saúde e ex-presidente do PS, afirmou no sábado, citada num comunicado de um movimento de apoio a uma sua candidatura presidencial: "Nada me impedirá de pensar para lá das legislativas".
Seis elementos da designada Associação Cívica Portugal Melhor, constituído por uma centena de cidadãos, reuniram-se com Maria de Belém para apelarem a que se candidate por considerarem que é "uma cidadã de exemplar vida cívica, de reconhecida e vasta experiência política, nacional e internacional, e de constante dedicação ao bem comum".
Perante a insistência dos jornalistas sobre as presidenciais e um eventual sentimento de intranquilidade de não revelar um apoio oficial face a uma possível proliferação de candidaturas na área do PS, Costa respondeu que a intranquilidade está na vida dos portugueses.
"Sabe onde é que existe intranquilidade? É na vida do dia-a-dia das pessoas, porque as pessoas viveram permanentemente em aflição nestes últimos quatro anos", declarou.
"Aqui estamos todos, com uma lista aberta a pessoas que se afastaram do PS [apontando para Helena Roseta], a pessoas que se estreiam na vida política, como o professor Mário Centeno, a pessoas que são veteranos da vida política, como tantos de nós", disse.
"Até eu, que há 12 anos que não era candidato a deputado, cá estou, afastado das minhas lides autárquicas, porque acho que o país precisa que nos empenhemos todos, que nos mobilizemos todos", acrescentou.
António Costa disse regressar das suas "pequenas férias muito revigorado e empolgado" para travar a batalha e vencê-la, "não só de uma maneira inequívoca, mas com a maioria absoluta que o país precisa para um Governo estável e sobretudo um Governo que não dependa da direita para mudar de política".
A sete meses do final do mandato do atual Presidente da República são já 11 os candidatos que anunciaram a intenção de entrar na corrida a Belém, estando cinco outros em reflexão.
