
Irene teve dores de garganta e foi posta em isolamento
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Irene foi posta em isolamento pela Linha SNS 24 que justificou atrasos com "problemas técnicos".
Irene Ferreira esteve cinco dias à espera de receber os códigos por SMS para fazer o teste à covid-19 por causa de "problemas informáticos do SNS 24". Está desde quinta-feira passada em isolamento profilático, sem saber se tem covid-19 ou uma amigdalite, e só deverá receber o resultado do teste hoje.
Irene começou a ter dores de garganta há uma semana, como costuma ter todos os anos por esta altura. E, como não passavam, tentou marcar uma consulta no centro de saúde que a encaminhou para o SNS 24. "Da linha de apoio disseram-me que teria de ficar em isolamento e que ia receber uma mensagem com uma declaração para a minha entidade laboral e os códigos para realizar o teste PCR dentro de poucos minutos", conta ao JN. A declaração chegou, mas os códigos não.
Estranhando a ausência da mensagem, e após ouvir relatos de pessoas que "estavam a demorar três a oito dias a receberem os códigos", ligou novamente para o SNS 24 e foi atendida ao final de 14 chamadas. "Disseram que estavam com um grande fluxo de chamadas e que os códigos já tinham sido emitidos, mas como estavam com problemas informáticos e técnicos, estes não estavam a ser enviados. Ainda disseram que fiz bem em ligar porque, senão, iria estar em isolamento e o código não iria chegar, nem conseguiriam emitir novo. Como é que é possível nem avisarem? Quem não ligar fica à espera", diz, incrédula.
Acabou por ser o centro de saúde a resolver o problema. "Do SNS 24 disseram-me para pedir ao centro de saúde para emitir os códigos do teste. Liguei para lá e passada meia hora já os tinha. A poucos dias do Natal, se não insistisse tanto, provavelmente continuaria em isolamento e iria passar o Natal sozinha", lamenta. O que ainda pode acontecer, se o teste der positivo.
Irene Ferreira critica ainda "a rapidez" com que a colocaram em isolamento. "Achei estranho, uma vez que o meu único sintoma eram dores de garganta. Nem perguntaram se estive em contacto com alguém de risco, fizeram poucas perguntas. Pelo menos enviavam uma receita para tratar as dores, senti-me abandonada", confessa a jornalista de Viseu, sem trabalhar há cinco dias.
Ao JN, os Serviços Partilhados do Ministério da Saúde dizem que "não há queixas de problemas informáticos relacionados com a emissão de requisições".
