
Há centenas de casas na região Centro que necessitam de obras de recuperação.
Nuno Brites
O presidente do Grupo DST, José Teixeira, defende que o Governo deve apostar em realizar "contratos de larga escala" com as empresas do setor da construção civil para acelerar a recuperação das zonas afetadas, o que considera ser a melhor forma de dar resposta às necessidades existentes. Na região Centro, há centenas de habitações e de equipamentos públicos e privados a necessitaram de recuperação.
Segundo o empresário, que lidera uma das maiores construtoras do país, "as grandes empresas vão ser incentivadas" a ficar com estas obras, se as reparações forem agregadas em lotes. Caso contrário, alerta, isso não acontecerá e os trabalhos serão mais demorados. "Se ficar ao livre arbítrio de um habitante [arranjar] o seu telhado, ele vai consultar uma empresa (...) que vai demorar a dar o preço, depois vai ter dificuldade com as questões de segurança e [em] contratar a fiscalização para a segurança", disse José Teixeira, ontem, à TSF.
Fazer coberturas
O patrão da DST sublinhou que "nenhuma empresa grande vai fazer uma reparação de cinco mil, de sete mil ou de 20 mil". No entanto, a situação será diferente se for criado um pacote abrangente que permita juntar intervenções de diferentes montantes num "bolo" global. Aí as grandes empresas já se sentirão "incentivadas" a assumir as empreitadas. Esta "é a forma mais rápida" de avançar com as reconstruções.
"A melhor solução para resolver isso é contratos de larga escala com o setor", enfatizou. O empresário salientou que o Grupo DST está no terreno a ajudar as populações, nomeadamente no restabelecimento de energia elétrica e com a realização de coberturas provisórias, em concelhos como Figueiró dos Vinhos, Alcobaça, Leiria e Marinha Grande.

