
Fenprof pede intervenção urgente da Inspeção de Educação
Foto: Orlando Almeida / Arquivo
Um inquérito realizado pela Fenprof concluiu que em cerca de 40% das ausências de curta duração de educadores e de 19,7% de professores de 1.° ciclo são os assistentes operacionais que ficam com as crianças nas salas.
A federação assegura que por causa da escassez de profissionais, há escolas que desrespeitam os limites legais de alunos por turma, havendo situações destas que se prolongam por vários meses. Por isso, enviou os resultados do inquérito à Inspeção-Geral de Educação, pedindo a sua "intervenção urgente".
"As especificidades da monodocência, agravadas pelo envelhecimento do corpo docente e pela escassez de profissionais, estão a conduzir muitos docentes a situações de rutura e ao abandono da profissão", alerta a Fenprof, em comunicado. Para a federação, o questionário, que foi respondido por 351 escolas, "revela práticas preocupantes" que colocam em causa a qualidade do trabalho e a segurança das crianças.
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No Pré-Escolar, quando falta um educador, os funcionários ficam responsáveis pelos grupos em 40,5% das ausências de curta de duração, em 22,9%, as crianças são distribuídas por outras salas. Cada sala de jardim de infância deve ter obrigatoriamente, um educador e um assistente. Apesar de 88,3% terem um funcionário atribuído, em 20,5% esse assistente não fica na sala durante todo o horário letivo.
No 1.° ciclo, o inquérito concluiu que os alunos são distribuídos por outras salas em 33,6% das ausências dos professores titulares e em 19,7% dos casos ficam nas suas salas com um funcionário.

