Porque está a pagar a tempo e horas, o Executivo prepara-se para reduzir em 3% a fatura das análises clínicas, radiologia e diálise. Os incentivos às farmácias para dispensa dos medicamentos comparticipados mais baratos também serão revistos para obter uma poupança de 12 milhões de euros. Conheça outras medidas do Governo para poupar no setor da Saúde em 2022.
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A proposta do Governo do Orçamento do Estado para 2022 prevê um conjunto de medidas para rever a despesa no setor da Saúde.
Uma delas atinge os convencionados, empresas do setor privado e social que prestam serviços ao Serviço Nacional de Saúde (SNS), e tem como justificação o cumprimento dos prazos de pagamento por parte do Estado.
"Atendendo ao reforço do orçamento do SNS e ao pagamento atempado dos convencionados por parte das Administrações Regionais de Saúde, prevê-se que sejam retomadas as negociações com as associações nacionais de análises clínicas, radiologia e diálise com vista à obtenção de um desconto, medida que poderá gerar uma poupança de aproximadamente 18 milhões de euros correspondente a 3% do valor das convenções nestas áreas em 2020", pode ler-se na proposta do OE 2022, entregue ontem na Assembleia da República.
Relativamente aos convencionados, o Governo conta também reduzir em cerca de 40 milhões de euros a despesa na área das análises clínicas, regressando a valores pré-pandemia. Isto porque nos últimos dois anos foi reforçada a capacidade laboratorial do SNS para a testagem do vírus SARS-CoV-2, com a internalização de meios complementares de diagnóstico e terapêutica nas áreas das análises clínicas e gastroenterologia.
Ainda no capítulo das estimativas de poupança, o Governo prepara-se para rever o regime de remuneração específica das farmácias, obtendo em 2022 uma poupança de cerca de 12 milhões de euros, refere o mesmo documento.
Este regime é um incentivo atribuído às farmácias pela dispensa de embalagens de medicamentos comparticipados, em função da redução dos preços de referência.
A modernização dos sistemas de informação do SNS e a aposta na telesaúde são outras apostas do Governo para poupar no setor da Saúde.
