
IPO do Porto quer produzir células CAR-T "em casa" para reduzir custos do tratamento
Amin Chaar / Global Imagens
Tratamento implica manipulação das células em laboratórios fora de Portugal. Só esta "viagem" fica por 300 mil euros. Há mais cancros com indicação para a terapêutica e mais cedo. Instituição já tratou 50 adultos e avança para as crianças.
Os tratamentos com células CAR-T, capazes de mudar o prognóstico de cancros de sangue graves e dados como incuráveis, têm cada vez mais indicações terapêuticas e para utilização em fases mais precoces. O que significa que o leque de doentes elegíveis vai disparar nos próximos tempos, colocando um problema de sustentabilidade aos hospitais e ao Serviço Nacional de Saúde (SNS). O IPO do Porto prepara-se para tentar contornar “a toxicidade financeira” desta terapêutica, produzindo-a “em casa”, de forma a reduzir para menos de metade os custos associados à manipulação das células no estrangeiro.
