"O PS saltou o muro" e é o PSD que deve ditar regras para acordos, diz Pedro Pinto

Pedro Pinto desafiou Rio a ditar regras em futuros acordos
Nuno Pinto Fernandes/ Global Imagens
Pedro Pinto, líder da distrital de Lisboa do PSD e primeiro subscritor da moção "PSD - Liderando a única alternativa", gostou de ouvir a garantia de Rui Rio, na abertura do congresso, de que não vai haver bloco central. E desafia-o a ditar as regras nos eventuais acordos com o PS.
"Aqueles que procuraram encontrar uma moção de desgaste de Rui Rio enganaram-se. Esta é a moção que ajuda o dr. Rui Rio a ser o futuro primeiro-ministro de Portugal", disse, desafiando o novo líder do partido a pensar bem antes de avançar com acordos com o PS. "Acordos de regime, acordos fundamentais, sim senhor. Mas determinados também por nós. Não é os acordos determinados pelo Partido Socialista", avisou.
"É meu convencimento que o Partido Socialista atual saltou o muro (...) Hoje está do outro lado do muro por convicção por isso eu vejo com muita dificuldade que haja entendimentos com o PS na área da governação", disse, deixando um aviso ao novo líder do partido: "Nos acordos que quisermos fazer temos que estar cientes de uma coisa: desde sempre existiram forças na sociedade portuguesa que nunca quiseram que o PSD se desenvolvesse".
Pedro Pinto, que foi um dos principais apoiantes da candidatura de Santana Lopes à presidência do partido, defende que o PSD deve ter "uma política clara de alternativa ao PS". "Temos de dizer que o que queremos é substancialmente diferente do que o PS tem vindo a fazer", disse, acusando os socialistas de procurarem "o controlo sobre os cidadãos, enganando-os todos os dias com promessas de curto prazo".
"Só há uma maneira de ganharmos as próximas eleições: é marcando as nossas diferenças com o PS", disse, confessando ter ficado "muito contente" por ter ouvido Rui Rio dizer "de forma clara" que não haverá bloco central com o PS.
Pedro Pinto deixou ainda outro aviso para a nova liderança: "A campanha eleitoral não vai começar daqui a um ano e meio. A necessidade de esclarecimento da sociedade portuguesa começa hoje".
