
Rui Rio, Passo Coelho e Santana Lopes no primeiro dia do congresso do PSD
MIGUEL A. LOPES / LUSA
Rui Rio, disse, este sábado, à chegada ao segundo dia do 37.º Congresso do PSD, que o consenso político com Santana Lopes para formar listas de unidade aos órgãos nacionais do partido foi "muito fácil", reforçando a ideia de unidade.
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"Eu não estou satisfeito por haver um acordo nas listas, estou satisfeito por haver unidade política, e essa está conseguida", começou por dizer Rio, relativamente às negociações para as listas ao Conselho Nacional, que só terminaram às 4 horas deste sábado e que culminaram com o acordo entre o líder social-democrata e o candidato às diretas do partido, Santana Lopes.
"O consenso político entre mim e o dr. Santana Lopes foi fácil, muito fácil, o consenso político entre apoiantes, na minha leitura, também é fácil", afirmou, adiantando que a dificuldade que existe é "um problema de espaço". "Onde há 30 lugares, não há lugar para 60 pessoas", afirmou, acrescentado que "nestas coisas há sempre pessoas descontentes".
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Quando questionado pelos jornalistas sobre o discurso da noite anterior, nomeadamente sobre o afastamento da hipótese de criar um bloco central, Rui Rio reafirmou estar disponível para firmar entendimentos parlamentares com os outros partidos, no sentido de realizar "reformas fundamentais" no país, mas reforçou que não vai estabelecer acordo com o Partido Socialista para liderar.
À chegada ao congresso, este sábado de manhã, Pedro Pinto, apoiante de Santana Lopes, desvalorizou o impasse e congratulou-se pelo acordo. "Não importa como as coisas começam, importa como elas acabam", disse, dando como "praticamente fechada" a lista de consenso ao Conselho Nacional, com nomes indicados por ambas as candidaturas.
Pedro Pinto reconheceu que nestes processos "há dificuldades que são inerentes à elaboração das listas" e "equilíbrios que têm de ser feitos dos dois lados", dando as negociações para as listas aos órgãos nacionais - que têm de ser entregues até às 17 horas deste sábado - como bem encaminhadas.
O acordo entre as duas candidaturas estava em risco devido a uma insatisfação do lado de Pedro Santana Lopes quanto à forma de distribuição dos lugares na lista. No final do primeiro dia de trabalhos, quer Rui Rio quer Santana Lopes desvalorizaram a falta de um eventual acordo, salientando que a unidade do partido estaria sempre garantida.
