A atividade da ADSE nos hospitais privados desceu para menos de metade, afirmou o presidente da Associação Portuguesa da Hospitalização Privada. Óscar Gaspar negou, ainda, a existência de práticas discriminatórias entre utentes.
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"Há sete anos, a ADSE representava 30% da atividade dos hospitais privados. Neste momento, representa menos de 15%", afirmou Óscar Gaspar, presidente da Associação Portuguesa da Hospitalização Privada (APHP), esta quarta-feira na comissão de Administração Pública, Ordenamento do Território e Poder Local da Assembleia da República.
Na comissão requerida pelo PSD e em resposta ao deputado João Paulo Barbosa de Melo sobre se a ADSE é um bom cliente, , Óscar Gaspar afirmou que o problema "não se põe com pagamentos, pois a ADSE tem cumprido nos últimos anos". No entanto, o presidente da hospitalização privada explicou que, nos últimos sete anos, houve uma queda de mais de metade na atividade da ADSE nos hospitais privados, apesar de ser "um enorme cliente".
Em relação à diferenciação no tempo de agendamento de consultas e de exames entre os utentes da ADSE e os utentes com seguros particulares, Óscar Gaspar negou a existência de práticas discriminatórias, explicando que o problema passa por "ter ou não ter determinado tipo de coberturas". Ainda assim, garante que, "claramente, a ADSE é de longe aquela que paga pior".
Óscar Gaspar elencou um número de questões que os preocupam, como, por exemplo, a falta de informação da ADSE aos beneficiários: "Há uns anos, retirou do seu site a informação sobre os médicos que têm convenção". Também alertou para o facto do "regime convencionado" ter uma oferta cada vez mais reduzida.

