
Ministro da Economia e da Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida
Foto: Carlos Carneiro
Nos últimos 40 anos, Portugal recebeu 180 mil milhões de euros de Bruxelas. Na primeira década até evoluiu, mas depois disso a convergência foi de apenas um ponto percentual.
Em 1995, o produto interno bruto (PIB) per capita de Portugal era de 81% da média da União Europeia. Quase 30 anos depois, em 2024, apenas evoluiu um ponto percentual (p.p.) e chegou a 82%. A ténue convergência da economia nacional num contexto em que Portugal recebeu milhares de milhões de euros de fundos europeus não satisfaz o Governo que quer, agora, direcionar os projetos para as empresas e rendimentos das famílias.
O ministro que tutela os fundos europeus quer menos obras públicas e mais dinheiro no bolso das pessoas. A mensagem foi deixada recentemente, em Coimbra, na Mostra dos Fundos Europeus, um evento onde as autoridades de gestão ouviram um discurso duro de Manuel Castro Almeida, ministro da Economia e da Coesão. "Nós temos que deixar de pôr a ênfase nas infraestruturas e equipamentos e pôr toda a prioridade no rendimento".

