
Um guia para encher o mealheiro numa fase em que as dificuldades financeiras nos complicam as finanças pessoais. Com uma nota à cabeça: tudo começa com uma mudança comportamental. Saiba como a fazer.
A inflação segue teimosamente acima do valor recomendado (5,3% em 2023), a economia já dá sinais de abrandar (o FMI reviu a previsão em baixa, dos 2,6% para os 2,3%), o BCE continua a carregar nas taxas de juro (a subida das taxas Euribor já ultrapassa os 80%). E nisto a carteira ressente-se, os gastos são cada vez mais, o dinheiro vai-se num ápice, muitas vezes não chega sequer para suprir os custos, pensar em poupar, então, chega a parecer uma utopia. Os números são claros como a água: se durante a pandemia a taxa de poupança das famílias atingiu um pico de 13,7% do rendimento disponível (no primeiro trimestre de 2021), desde então que esta tem vindo a cair a ritmo acelerado, ao ponto de no primeiro trimestre deste ano se ter fixado nos 5,9%, um dos valores mais baixos dos últimos 23 anos. Mas calma, ainda não é tempo de atirar a toalha ao chão. Pelo menos não sem antes ler o guia que preparámos para si. E, sim, nele encontrará conselhos específicos e diferenciados por temas, que o ajudarão a reduzir a lista de despesas em áreas-chave do quotidiano. Mas, antes disso, e porque as dicas de pouco servirão se não tiverem subjacentes mudanças mais estruturais, perceba porque é que a alteração de comportamentos é fundamental para um desfecho bem-sucedido.

