Proteção Civil regista mais de oito mil ocorrências devido à depressão Kristin

Árvores derrubadas no Parque da Cidade Manuel Braga, nas margens do rio Mondego. Proteção Civil contabiliza mais de 4500 quedas de árvores devido à depressão Kristin
Foto: Artur Machado
A Proteção Civil registou 8160 ocorrências provocadas pela passagem da depressão Kristin por Portugal continental, maioritariamente queda de árvores e de estruturas, sendo as regiões mais afetadas Lisboa, Oeste e Coimbra.
De acordo com um balanço da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANEPC) até às 17 horas desta quinta-feira, e desde as 16 horas de terça-feira, 1310 aconteceram na Grande Lisboa, 1141 na zona Oeste e 802 na região de Coimbra, sendo estas as três regiões com maior número de ocorrências.
A ANEPC contabiliza até ao momento 4554 quedas de árvores; 1685 quedas de estruturas; 848 inundações; 527 movimentos de massa; 517 limpezas de vias. Houve ainda 17 salvamentos terrestres e 12 salvamentos aquáticos.
A passagem da depressão Kristin por Portugal continental, na quarta-feira, deixou um rasto de destruição. Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações foram as principais consequências materiais do temporal.
Leiria, por onde a depressão entrou no território, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos.
O Governo decretou situação de calamidade entre as 0 horas de quarta-feira até às 23.59 horas de dia 1 de fevereiro para cerca de 60 municípios, número que pode aumentar.
