Revista de Imprensa: Despesa do SNS com fármacos para diabetes usados por emagrecer continua a crescer

O semaglutido é a substância ativa de medicamentos como o Ozempic
Foto: Joel Saget / AFP
Gastos públicos com semaglutido, a substância ativa do Ozempic, cresceram até setembro mais 24,4% do que no mesmo período do ano passado, destaca, esta terça-feira, o "Público".
A despesa pública com os medicamentos para a diabetes tipo 2 que também têm estado a ser usados por quem quer emagrecer - os fármacos da classe dos agonistas dos receptores GLP-1 (semaglutido, dulaglutido, liraglutido e exenatido), em que se inclui o famoso Ozempic - não dá sinais de abrandar, apesar das várias medidas que têm sido tomadas para tentar controlar a prescrição destes medicamentos, alguns dos quais são campeões da despesa no mercado de ambulatório. Até setembro, os gastos públicos cresceram mais 24,4% do que no mesmo período do ano passado: ascendem a quase 37 milhões de euros.
Soares teve a campanha presidencial mais cara de sempre
As campanhas presidenciais dos últimos 20 anos custaram entre seis mil euros e 3,5 milhões de euros. A mais cara foi a de Mário Soares, em 2006. Jorge Sequeira foi quem teve a mais barata, em 2016, revela o "Público". A maioria dos candidatos fecha as contas sem prejuízo, mas outros - por vezes sem acesso à subvenção pública -, acumulam dívidas elevadas e têm de as assumir por conta própria. Nem sempre os partidos com os quais têm ligação assumem a despesa. Nas eleições presidenciais de 18 de janeiro, o valor total da subvenção a repartir pelas candidaturas é de 4,18 milhões de euros, dos quais 20% são distribuídos em partes iguais e 80% em proporção dos votos obtidos, sem nunca ultrapassar o montante total da despesa declarada.
União das Misericórdias ainda tem donativos de 228 mil euros "parados no banco"
A União das Misericórdias Portuguesas (UMP) ainda dispõe de 228 mil euros em donativos para apoiar as vítimas do incêndio de Pedrógão Grande, de 17 de junho de 2017. A 6 de setembro de 2017, a UMP anunciava que os 1,6 milhões de euros angariados até então seriam totalmente destinados às vítimas, tendo o fundo recebido um total de 1,9 milhões de euros, incluindo 467 mil euros de particulares e empresas, 330 mil euros da venda de bilhetes para o concerto solidário "Juntos por Todos" no Meo Arena, em Lisboa, e ainda cerca de 11 mil euros de chamadas internacionais. Em 2018, a UMP registava cerca de 520 mil euros em donativos na conta bancária, valor que caiu para cerca de 243 mil euros em 2023.
Contrato de vigilância caduca no final do ano e não há novo concurso lançado
O contrato de manutenção do Sistema Integrado de Vigilância, Comando e Controlo (Sivicc) - os radares que vigiam a costa portuguesa e que são geridos pela GNR -, termina a 31 de dezembro e a poucas semanas do fim da vigência não há informação oficial sobre um novo concurso público internacional para assegurar a manutenção do sistema. O "Diário de Notícias" questionou o Ministério da Administração Interna sobre a decisão prevista, sobre a eventual prorrogação por ajuste direto e sobre a avaliação do desempenho do Sivicc, mas não obteve resposta. Anote-se que a GNR sinalizou 171 ocorrências ligadas ao tráfico marítimo de droga até 10 de novembro deste ano, mais do que em qualquer ano anterior.
Carlos Moedas entrega tutela da Carris a Gonçalo Reis
O despacho de delegação e subdelegação de poderes da Câmara de Lisboa, assinado na quinta-feira passada pelo presidente da autarquia, Carlos Moedas, prevê que o número dois do executivo, Gonçalo Reis, fique com a tutela da Carris e a supervisão e fiscalização do serviço de transportes públicos, nomeadamente através da realização de auditorias técnicas e financeiras ao funcionamento dos operadores. Para Gonçalo Reis, a tutela de empresas municipais como a Carris e a EMEL junta-se a um rol de responsabilidades que vão desde a elaboração do orçamento da Câmara de Lisboa até à coordenação dos recursos humanos da autarquia e ao desenvolvimento da política de mobilidade do município.
Dono da British Ariways e da Iberia disponível para pagar mais pela TAP
O grupo proprietário da British Airways e da Iberia está disponível para pagar um preço mais alto pela TAP, com vista a vencer a corrida à privatização parcial da empresa e afastar receios sobre o futuro do hub da TAP em Lisboa, noticia o "Correio da Manhã". Para isso, o International Airlines Group (IAG), que detém aquelas duas companhias aéreas, pretende avançar em duas frentes: apresentar um valor mais alto pela TAP e colocar a British Airways, em vez da Iberia, a liderar a candidatura, beneficiando ainda do apoio financeiro da Qatar Airways. Até ao momento, além do IAG, também manifestaram interesse a Air France-KLM e a Lufthansa, mas nenhum dos três concorrentes apresentou ofertas financeiras concretas nesta primeira fase da venda da participação de 44,9% da companhia.
Cinco bebés nasceram fora dos hospitais no Algarve em três semanas
Em apenas três semanas, cinco bebés nasceram fora dos hospitais no Algarve. Três partos ocorreram em habitações, um dentro de uma ambulância do INEM e outro dentro de um carro em andamento em plena A22. O último caso ocorreu esta segunda-feira de madrugada, em Salir, no concelho de Loulé. Segundo apurou o "Correio da Manhã", o parto foi realizado numa habitação, quando uma mulher grávida, com 39 semanas de gestação, se preparava para ir para o hospital de carro. A mulher, de 36 anos, e o companheiro foram deixar dois filhos menores na casa de amigos, que residem na mesma localidade, quando as contrações começaram a aumentar. Tiveram receio que o parto pudesse ocorrer durante a viagem e pediram socorro, às 4.42 horas. O menino acabou por nascer, por volta das 5 horas, já com a assistência dos tripulantes da ambulância de Suporte Imediato de Vida (SIV) do INEM, com base em Loulé, e o apoio de uma equipa dos Bombeiros Municipais de Loulé.
