"Tenho a vida facilitada". Costa sugere que vai "repetir" voto em Seguro na segunda volta

Foto: Mauro Pimentel/AFP
O presidente do Conselho Europeu, António Costa, declarou, esta quarta-feira, que votará na segunda volta das eleições presidenciais portuguesas no candidato da "área democrática" e sublinhou ter "a vida facilitada" porque repetirá o voto da primeira volta.
Sem mencionar o nome de António José Seguro, António Costa sugeriu, em entrevista à RTP3, que votará no seu antigo adversário na corrida à liderança dos socialistas, tal como fez na primeira.
"Seria o que faltava não votar num candidato da área democrática. Aliás, tenho a vida muito facilitada nesta segunda volta visto que tenho a felicidade de poder repetir na segunda volta o mesmo voto que fiz na primeira volta", declarou, quando questionado se votaria no candidato da área democrática.
Já quando a jornalista inferiu que a votação seria em António José Seguro, Costa respondeu: "Isso não posso dizer".
António Costa já tinha começado por mencionar os deveres de neutralidade e não intervenção na vida política dos estados-membros, quando questionado se tinha telefonado a António José Seguro após a primeira volta das eleições presidenciais portuguesas.
"Eu não intervenho na política nacional. Voto, votei e vou votar outra vez na segunda volta e, naturalmente, o presidente do Conselho Europeu felicitará o Presidente eleito pelos portugueses no dia 8 de fevereiro. Até ao dia 8 de fevereiro, aguardemos que os portugueses elejam o seu Presidente. Eu darei também o meu voto ao presidente que desejo que seja eleito", começou por dizer.
António José Seguro e André Ventura vão disputar a segunda volta das eleições presidenciais, em 8 de fevereiro, depois de, no domingo, o candidato apoiado pelo PS ter conquistado 31% dos votos e Ventura, líder do Chega, obtido 23%. Em terceiro lugar ficou Cotrim Figueiredo, apoiado pela Iniciativa Liberal, com 16,%, à frente de Gouveia e Melo, com 12%, e de Marques Mendes, apoiado pelo PSD e CDS, com 11%. À esquerda, Catarina Martins (BE) teve 2%, António Filipe (PCP) teve, 1,6% e Jorge Pinto (Livre) 0,6%, que ficou abaixo do cantor Manuel João Vieira que conseguiu 1%. O sindicalista André Pestana recolheu 0,2% e Humberto Correia 0,08%.
