
O secretário-geral da UGT, Mário Mourão
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Secretário-geral garante que central sindical mantém linhas vermelhas como os bancos de horas, os contratos a termo e o outsourcing.
O secretário-geral da UGT, Mário Mourão, reiterou esta noite, em entrevista à RTP, que a central sindical "nunca deixou de estar disponível" para negociar, tendo manifestado que a proposta de reforma laboral apresentada pelo Governo "era insuficiente". Mourão acusou o Executivo de manter as suas traves mestras "intocáveis", e não larga mão das linhas vermelhas antes apresentadas.
"Eu estou sentado à mesa das negociações, a UGT sempre esteve disponível", referiu Mário Mourão na mesma entrevista, salientando que mais de 60 artigos [do pacote laboral] foram consensualizados com a UGT ao longo deste tempo [de negociações]".
Questionado sobre quais as linhas vermelhas de que a UGT não larga mão, o líder da central sindical elencou, mais uma vez, "os bancos de horas, os contratos a termo e o outsourcing", assinalando que "se não houver acordo, significa que nem uma nem a outra parte cederam", não podendo, assim, ser imputada a responsabilidade apenas à UGT, defendeu.
Mário Mourão disse não saber se o Governo voltará a convocar os parceiros sociais para mais uma ronda negocial, depois do resultado inconclusivo da reunião técnica desta segunda-feira: "Não sei se vai haver novas negociações. Não tive mais nenhuma convocatória, nenhum sinal de que vai haver uma nova reunião".
O secretário-geral sublinha que "não está na mão da UGT voltar, a UGT não saiu do processo negocial, a UGT vai continuar à mesa. É o primeiro-ministro que tem de dizer se o Governo saiu ou continua na mesa para negociar este pacote".

