Covid-19

"Até agora não faltou nada no SNS e não é previsível que venha a faltar", diz Costa

"Até agora não faltou nada no SNS e não é previsível que venha a faltar", diz Costa

O primeiro-ministro afirmou esta segunda-feira que não é previsível que venha a faltar nada no SNS durante a pandemia de Covid-19.

Em entrevista à TVI, António Costa sublinhou que já houve "um reforço de mil médicos e de 1800 enfermeiros" para o combate ao novo coronavírus e que o Serviço Nacional de Saúde "não vai atingir o ponto de rutura".

Além disso, afirmou que o governo "pagou ontem 10 milhões de dólares [9,3 milhões de euros] para comprar 500 ventiladores à China" e que, "no pior dos cenários, nunca vamos perder o controlo da situação".

Questionado em relação ao número de testes disponíveis em Portugal para dar resposta às necessidades da pandemia, o primeiro-ministro confirmou que o SNS tem capacidade para fazer 10 mil testes e o privado mil. E que estão encomendados 280 mil testes rápidos que vão chegar "nos próximos dias". Até ao final da semana está prevista a chegada de 80 mil.

Depois de, este domingo, terem sido detidas sete pessoas por desobediência, António Costa revelou que esta segunda-feira já houve mais nove detenções efetuadas pelas autoridades.

Em relação ao cruzeiro que atracou este domingo em Lisboa, o primeiro-ministro garantiu que os tripulantes estrangeiros só sairão de lá diretamente para o aeroporto. Os 27 cidadãos nacionais a bordo só poderão desembarcar "depois de testados".

Quanto aos apoios delineados para as empresas, o primeiro-ministro frisou que as medidas adotadas "são de emergência", recordando "as linhas de crédito, as moratórias de crédito e o 'lay-off'" anunciados recentemente.

"Não há boias que nos ajudem num tsunami", sublinhou, acrescentando que a ideia é ajudar as empresas "até ao final de maio" para que, "em junho, com dados sólidos, se possa começar a pensar no futuro".

No final da entrevista, António Costa destacou ainda o esforço que o sistema educativo português tem feito para manter as aulas à distância, afirmando que, no dia 9 de abril, vai ser reavaliada a possibilidade de reabertura das escolas.

De referir que, esta segunda-feira, o número de infetados por Covid-19 em Portugal ultrapassou os dois mil. A maior subida desde que há registo vem acompanhada de mais nove vítimas mortais. O número de casos de infeção pelo novo coronavírus subiu de 1600 para 2060 nas últimas 24 horas e há mais nove mortos, são agora 23 no total.

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