Campanha

Costa exalta-se com homem que o acusou de estar de férias durante incêndios

Costa exalta-se com homem que o acusou de estar de férias durante incêndios

Numa das últimas atividades de campanha, no final da arruada da descida do Chiado, em Lisboa, António Costa envolveu-se numa troca de palavras com um popular que o acusou de estar de férias durante os incêndios de Pedrógão Grande, em 2017. O secretário-geral do PS exaltou-se e teve de ser afastado.

"Não estava não. É mentira. É mentira", respondeu António Costa, de dedo em riste, quando foi abordado por um popular que o acusou de estar "nas suas merecidas férias" quando foram os incêndios de junho de 2017 em Pedrógão Grande. O secretário-geral do PS negou e chegou a exaltar-se com o homem, garantindo que "no dia 18 de junho estava lá". Costa seria travado e acalmado pela equipa de seguranças que o acompanha, que o afastou do popular.

Mais tarde, aos jornalistas, o candidato do PS disse que "há momentos em que tem que reagir porque há limites para tudo", acusando o homem que o confrontou de ter sido "plantado". Costa visou, ainda, o PSD e o CDS por se "terem tornado especialistas" em notícias falsas e campanhas negras, apesar de não saber quem terá encomendado a acusação.

Depois dos momentos de tensão em que se viu envolvido, debaixo das arcadas do Terreiro do Paço, em Lisboa, António Costa foi levado pela comitiva até ao carro para ir apanhar o comboio intercidades para o Porto, onde vai terminar a campanha com um comício no Coliseu do Porto.

Este momento aconteceu no final da descida do Chiado, que António Costa fez acompanhado da mulher e dos filhos e de vários candidatos a deputados e membros do seu Governo, sendo o mais saudado o ministro das Finanças, Mário Centeno. Quase no final, debaixo do Arco da Rua Augusta, Costa dirigiu-se aos populares e lembrou que "as eleições só se ganham nas urnas" e que "por um voto se ganha e por um voto se perde".

Dramatizar o voto

"Em democracia não há Governos com as mãos livres, felizmente. Porque temos uma comunicação social livre, que escrutina. Temos uma justiça independente que fiscaliza. temos uma Assembleia da República plural. Temos um presidente da República atento. Por isso nunca há governos com as mãos livres, agora também não podemos ter é um Governo com as mãos atadas que não possa cumprir o seu mandato", defendeu, dramatizando o voto neste final de campanha.

"Temos de ter um Governo com força para fazer mais e melhor, um Governo para assegurar quatro anos de legislatura e não um Governo para os próximos dois anos. Temos de ter um Governo com força para negociar com a Europa e temos de ter um Governo com força para continuar a garantir a esperança dos portugueses e a confiança no futuro de Portugal", defendeu.