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Carlos César diz que Costa é "refém do povo que o elegeu"

Carlos César diz que Costa é "refém do povo que o elegeu"

Carlos César, presidente do PS, escreveu nas redes sociais que o primeiro-ministro "é refém do povo que o elegeu e dos compromissos que assumiu", numa espécie de resposta ao discurso do presidente da República, na tomada de posse do Governo, interpretado por alguns como um "sequestro" das ambições políticas futuras de António Costa.

Numa publicação feita na sua página de Facebook, Carlos César refere que o discurso de Marcelo Rebelo de Sousa tocou no "que mais se exigia e adequava ao momento que se vive nos planos nacional e internacional e de viragem de página da governação", diagnosticando e interpretando "as preocupações maiores".

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Carlos César enfatiza algumas das preocupações que o presidente da República mencionou no discurso. Enfatizando as preocupações maiores "face às consequências das crises pandémica e da guerra" e "a necessidade do reformismo que se impõe em vários domínios fundamentais para a sustentabilidade futura".

"O primeiro-ministro, como em qualquer democracia e na sequência da renovação expressiva da legitimidade eleitoral do PS, é refém do povo que o elegeu e dos compromissos que assumiu", escreveu Carlos César, numa espécie de recado ao presidente que ontem tentou travar quaisquer ambições de António Costa de deixar o Governo a meio, dando a entender que isso precipitará a realização de eleições antecipadas antes de 2026.

Carlos César elogia a postura de António Costa no discurso de posse, mas não deixando de reforçar que o mesmo é "refém do povo que o elegeu" e dos "compromissos que assumiu" e que serão "reafirmados no programa do Governo que será submetido ao órgão de soberania a quem incumbe a fiscalização política da atividade governativa - a Assembleia da República."

No dia 30 de março, na tomada de posse do XIII Governo Constitucional, Marcelo Rebelo de Sousa afirmou no seu discurso que, entre as várias opções que tinham, os portugueses escolheram "dar a maioria absoluta a um partido" - mas "também a um homem". O presidente da República também mencionou que esta maioria absoluta deve respeitar a "vontade inequivocamente expressa pelos portugueses para uma legislatura."

Carlos César fez também um elogio ao presidente. "O Presidente da República fez um discurso que, no que mais se exigia e adequava ao momento que se vive nos planos nacional e internacional e de viragem de página da governação, era espectável. Diagnosticou e interpretou, nesse sentido, bem as preocupações maiores face às consequência das crises pandémica e da guerra, que ainda perduram, enfatizando a necessidade do reformismo que se impõe em vários domínios fundamentais para a sustentabilidade futura".

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