Aviação

CDS "chocado" por TAP abandonar o Porto

CDS "chocado" por TAP abandonar o Porto

O CDS-PP está "chocado" por a TAP ir abandonar as quatro rotas que opera no Aeroporto Francisco Sá Carneiro. Em comunicado, o partido classifica de "esfarrapada" a "desculpa de falta de rentabilidade". Fala em "escândalo" e diz que a companhia aérea não pode servir apenas Lisboa.

Primeiro, o CDS-PP fala em "absoluta perplexidade", depois em "choque", a seguir em "escândalo". Foi, assim, que o partido viu o anúncio de que a TAP vai deixar de operar as quatro linhas que mantinha a partir do Aeroporto Francisco Sá Carneiro, facto que mereceu um imediato repúdio do presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira.

"Para nossa absoluta perplexidade, a TAP que todos os portugueses pagam, abandona o Aeroporto Francisco Sá Carneiro, o mais importante do noroeste peninsular, com a esfarrapada desculpa de falta de rentabilidade na operação, desculpa entretanto desmentida cabalmente pelo prejuízo crónico de algumas rotas intocadas a partir de Lisboa", afirma o CDS-PP, num comunicado, emitido este domingo, e assinado pelo membro da Comissão Executiva do partido, Raul Almeida.

No comunicado, o CDS-PP lembra os 1700 milhões de euros dos contribuintes que vão ser injetados na companhia aérea portuguesa. E contesta o argumento da falta de rentabilidade das rotas operadas a partir do Porto. "Curiosamente, a companhia de bandeira alemã opera rotas fundamentais a partir do Porto, de modo rentável, sem que os contribuintes alemães tenham de a sustentar com os seus impostos", aponta Raul Almeida.

Mais, acrescenta o CDS-PP, no referido comunicado: "O Aeroporto Francisco Sá Carneiro tem conhecido, até ao período de pandemia, um crescimento constante, fruto da operação de diferentes companhias, em regra mais rentáveis e sem oneração permanente dos contribuintes dos seus países de origem".

Os centristas, atacam, assim, o ministro das Infraestruturas, Pedro Nuno Santos: "Segundo o Ministro Pedro Nuno Santos e o governo socialista, todos os portugueses têm obrigação de pagar o buraco financeiro da TAP, mas só a região de Lisboa tem direito a ser servida pela TAP".

"O CDS questiona tudo isto, chocado com o escândalo que constitui esta inexplicável decisão, exigindo responsabilidade política a quem a tem e defendendo Portugal no seu todo, e nunca uns em detrimento de outros", conclui, assim, Raul Almeida, no comunicado emitido este domingo.

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