Pandemia

Chegaram 65 mil testes de Covid-19 ao Norte do país, diz secretário de Estado

Chegaram 65 mil testes de Covid-19 ao Norte do país, diz secretário de Estado

O secretário de Estado da Saúde informou que foram realizadas mais de 130 mil amostras de diagnóstico desde 1 de março e mais de 65 mil testes chegaram ao Norte do país na semana passada. Nas últimas 24 horas, mais 35 pessoas morreram com Covid-19 em Portugal, num total de 380 mortes desde o surto da pandemia.

Esta quarta-feira, com 380 vítimas mortais no total, a taxa de letalidade em Portugal pelo novo coronavírus é de 2,9%. No que toca aos doentes com mais de 70 anos, a mesma taxa sobe os 11,3%.

Face às críticas feitas por vários autarcas, principalmente da região Norte e Centro do país, relativamente à chegada tardia e em menor número de testes de despiste à Covid-19, António Sales referiu que os mesmos estão a ser "distribuídos de forma equitativa".

O secretário de Estado da Saúde referiu ainda que desde 1 de março foram realizadas mais de 130 mil amostras de diagnóstico e 65 mil testes chegaram na semana passada à região Norte, que continua a ser a mais fustigada pela infeção, com 208 mortes e 7386 casos confirmados.

António Sales reafirmou que "não há falta de testes" em Portugal e que o crescente número de doentes e vítimas mortais por Covid-19 na região Centro (96 mortos e 1865 infetados) poderá estar relacionado com a densidade populacional, onde se inclui um número elevado de lares de idosos. O secretário de Estado de Saúde reconheceu a "assimetria" no país.

Também a diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, adiantou na mesma conferência de imprensa que existem variações regionais da letalidade pelo novo coronavírus, onde as situações mais gravosas se situam Norte e Centro. Esta última região tem uma taxa de letalidade de 5,9% face aos últimos dados da pandemia no país.

PUB

A distribuição equitativa em Portugal de equipamento médico, nomeadamente ventiladores, foi também garantida por António Sales, sendo que 144 foram distribuídos em todo o país e 66 aparelhos chegaram ao Norte. Contudo, alguns dos ventiladores doados por privados foram entregues a instituições escolhidas pelos próprios.

Graça Freitas admite estabilidade da Covid-19 em Portugal

A diretora-geral da Saúde reconhece que as últimas estimativas da curva epidemiológica em Portugal indicam uma certa estabilidade da infeção, porém Graça Freitas pede cautela. "Os cientistas acertam curvas (real e projetada) e é deste conjunto que se faz uma estimativa", explica. As pessoas assintomáticas são dos grupos que não entram, por exemplo, nos dados da curva epidemiológica.

"Podemos estar no planalto, mas temos de esperar mais uns dias", afirmou a diretora-geral da Saúde esta quarta-feira. Graça Freitas explicou que se abrandarmos determinadas medidas no combate à Covid-19, a possibilidade de uma segunda e terceira onda da pandemia em Portugal não é colocada de parte.

Imunidade: como estamos em Portugal?

A questão da imunidade tem sido amplamente discutida nos últimos dias e a diretora-geral da Saúde deixa antever muito pouco. "Não sabemos quantos portugueses são imunes [à Covid-19]", diz Graça Freitas. Para conhecer a realidade em Portugal teriam de ser feitas análises de sangue em grande escala (inquérito sorológico) e ter uma metodologia "firme", que só seria possível com mais estudos sobre a esta pandemia.

Ainda assim, a diretora-geral da Saúde deixa antever que a presença de anticorpos à Covid-19 num organismo não são uma garantia de proteção. "Precisa de se ter um elevado número de anticorpos", explica. Graça Freitas esclarece que com quase um mês de pandemia em Portugal é "prematuro" fazer esse tipo de estudos. Porém, o Instituto Nacional Ricardo Jorge está a trabalhar em projetos-piloto para conhecer a dimensão na imunidade em Portugal.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG