Benfica

Costa acusado de dar "caução institucional" à candidatura de Vieira

Costa acusado de dar "caução institucional" à candidatura de Vieira

A inclusão de António Costa e Fernando Medina na comissão de honra da candidatura de Luís Filipe Vieira à presidência do Benfica merece reparos da Associação Cívica Integridade e Transparência.

Ao JN, na tarde deste sábado, o presidente da Associação Cívica Integridade e Transparência, João Paulo Batalha, refutou a justificação oficial do gabinete do primeiro-ministro, que alegou manifestar o seu apoio a Luís Filipe Vieira "apenas na condição de cidadão e adepto", posição de resto comum a Fernando Medina.

"Esse argumento não colhe, porque se não estivessem a exercer o cargo que exercem não teriam sido convidados", sustenta o presidente da Associação Cívica Integridade e Transparência. "Obviamente, que um convite para integrar uma comissão de honra, que é uma comissão pública, e que serve única e exclusivamente para dar suporte reputacional a uma candidatura, não é feito à sorte, a um benfiquista qualquer tirado à sorte dos cadernos de sócio", acrescentou.

João Paulo Batalha considera, por outro lado, que, ao aceitar integrar a comissão de honra da candidatura de Luís Filipe Vieira, António Costa está a violar o código de conduta do Governo, aprovado pelo seu próprio executivo.

"Os artigos 4.º, 6.º e 10 desaconselham ou impedem membros do Governo de se colocarem numa situação de proximidade excessiva com outras pessoas ou instituições que seja vista como comprometendo a sua imparcialidade ou concedendo uma vantagem a determinada pessoa ou instituição", justifica.

O responsável conclui, por isso, que tanto Costa como Medina deveriam abster-se de integrar qualquer comissão de honra e chama a atenção para a particularidade deste apoio, referindo que "muito menos" o deviam fazer "com o candidato em causa".

"É uma pessoa que está a ser investigada num conjunto de suspeitas relacionadas com corrupção, que mais recato exigiria de responsáveis políticos, que deviam fazer tudo menos dar uma caução institucional a esse candidato", conclui.

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