Saúde

DGS autoriza acompanhante no parto só para mulheres sem covid-19

DGS autoriza acompanhante no parto só para mulheres sem covid-19

"As unidades de saúde devem procurar assegurar as condições necessárias para permitir a presença de um acompanhante durante o parto", lê-se na orientação que a Direção-Geral da Saúde publicou, esta sexta-feira, sobre gravidez e parto.

A Direção-Geral da Saúde (DGS) divulgou uma atualização das recomendações emitidas em 30 de março sobre os procedimentos médicos relacionados com a gravidez e o parto, no âmbito da pandemia de covid-19.

Assim, passa a ser permitida a presença de um acompanhante no momento do parto, mas, sublinha a DGS, "não deve ter sintomas sugestivos de covid-19 nem ter contactado com pessoas infetadas nos 14 dias anteriores" e "a troca de acompanhantes não é permitida".

"Se a presença de acompanhantes não puder ser garantida de forma segura, podem ser consideradas medidas excecionais de restrição", lê-se na recomendação.

"No caso das mulheres grávidas com covid-19, deve ser considerada a restrição da presença de acompanhante", defende a DGS, "por forma a diminuir a propagação da infeção por SARS-CoV-2 a pessoas que possam vir a estar envolvidas nos cuidados ao recém-nascido no seio familiar".

Como tem sublinhado a diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, quando questionada sobre este assunto, a decisão cabe sempre à equipa médica. "As decisões devem ter por base a avaliação clínica, as condições físicas e os recursos humanos de cada instituição, e ainda as escolhas do casal", refere a DGS.

Nos cuidados pré-natais, os hospitais podem proibir as visitas "sempre que a grávida ou puérpera for um caso confirmado ou suspeito" de covid-19.

No caso das grávidas com covid-19, "as consultas presenciais e os procedimentos pré-natais devem sempre que possível ser adiados até terminar o período de isolamento no domicílio".

Nos procedimentos de internamento hospitalar durante a gravidez está "a realização de um teste laboratorial para o novo coronavírus, mesmo que não existam sintomas sugestivos da covid-19".

A DGS informa que esta orientação foi elaborada após consulta do Colégio de Especialidade de Ginecologia e Obstetrícia da Ordem dos Médicos e a mesa de Enfermagem de Saúde Materna e Obstetrícia da Ordem dos Enfermeiros.

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