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Diretas do PSD podem ir parar ao Tribunal Constitucional

Diretas do PSD podem ir parar ao Tribunal Constitucional

O militante do Porto, que entregou um pedido de impugnação das diretas do PSD, está disponível para ir até às últimas consequências, ou seja até ao Tribunal Constitucional, caso o Conselho de Jurisdição Nacional não lhe dê razão e cancele as eleições internas.

"Se a decisão do Conselho de Jurisdição Nacional não for favorável vou recorrer para o Tribunal Constitucional", garante o militante do Porto, Davide Henrique Cruz, que entregou um pedido de impugnação das eleições diretas do PSD.

O aviso foi deixado esta terça-feira, horas antes de o Conselho de Jurisdição Nacional do PSD, presidido por Paulo Colaço, começar a analisar o pedido de impugnação apresentado por um grupo de 22 militantes, liderados por Davide Henrique Cruz.

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Os militantes alegam que o Conselho Nacional do PSD, realizado a 14 de março, em Ovar, não poderia ter agendado as eleições diretas para 28 de maio nem o congresso do partido para o primeiro fim de semana de julho, uma vez que o líder do PSD, Rui Rio, não se demitiu formalmente.

E é isso que o grupo, liderado por Davide Henrique Cruz, alega numa carta, enviada esta terça-feira, a todas as assembleias distritais do PSD. "O Conselho Nacional apenas poderá fazer uso destas competências quando o mandato do presidente e Comissão Política Nacional (CPN) tenham terminado ou tenham sido revogados. A decisão da marcação das eleições diretas foi, por isso, irregular e imediatamente impugnada, dentro do prazo previsto", argumenta-se na carta a que o JN teve acesso.

No documento, os militantes propõem-se ainda a ajudar o partido a encontrar um calendário eleitoral alternativo para a escolha do sucessor de Rui Rio na liderança do PSD. Davide Henrique Cruz não vê, assim, qualquer possibilidade de as diretas se realizarem no dia 28 de maio, conforme foram convocadas na sequência do Conselho Nacional de Ovar. E promete que irá até às últimas consequências.

Segundo apurámos, os militantes em causa estão a analisar ainda a possibilidade de interporem um processo contra o jornal do PSD, o Povo Livre, por não ter noticiado o pedido de impugnação, que começa a ser analisado esta terça-feira.

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