Covid-19

"É o início da endemia". Pedro Simas diz que "o melhor é deixar o vírus disseminar-se"

"É o início da endemia". Pedro Simas diz que "o melhor é deixar o vírus disseminar-se"

Virologista Pedro Simas acredita que o domínio da ómicron, que derrotará totalmente a variante delta, representa o início da endemia. "São boas notícias", notou, defendendo que não há motivo para Portugal começar 2022 com as restrições impostas pelo Governo.

O virologista Pedro Simas defendeu esta quarta-feira que o domínio da ómicron, "mais infeciosa e menos virulenta", vai representar o fim da pandemia no mundo inteiro.

"E isto são boas notícias porque a nova variante, que derrotará a delta, vai conferir uma imunidade muito boa às pessoas, a par da que já têm com a vacinação", defendeu o especialista, no programa Novo Dia da CNN Portugal.

"Este é o início inequívoco da endemia. Só se entra em endemia verdadeira quando, num país, a maior parte das pessoas já teve infeções e o vírus circula livremente. Isto é normal", explica, defendendo, assim, que o melhor é "deixar o vírus disseminar-se".

Simas lamentou ainda o "foco exagerado" que se está a dar ao elevado número de infeções - o boletim epidemiológico de terça-feira contabilizou o recorde de 17.172 casos positivos - realçando que as atenções devem estar centradas na mortalidade e nas hospitalizações.

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"Esta corrida aos testes não é boa, é alarmista. E prejudica o restante funcionamento do SNS", defendeu, frisando que Portugal, com cerca de 90% da população vacinada, "deve assumir o papel de liderança que teve e dar um exemplo ao mundo de que se pode desconfinar".

O virologista considera, por isso, que as restrições em vigor neste momento são "extremamente penosas" porque "não são eficientes a impedir a disseminação do vírus". "Não há razão nenhuma científica ou de saúde pública para Portugal começar 2022 com as escolas fechadas", exemplificou, pedindo que se combata "o medo" criado em torno da nova variante.

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